sábado, 28 de setembro de 2019

Dica de Viagem | Cantine Pellegrino, Sicília

Hoje partilhamos uma dica para viajantes e wine lovers!
Para quem planeia uma viagem ao sul de Itália e à ilha da Sicília, recomendamos que visite a Enoteca Cantine Pellegrino, em Marsala.

A cerca de 2 horas de carro da capital desta região autónoma italiana, Palermo, a Cantine Pellegrino (não confundir com a marca de águas de nome parecido) é uma vinícola de vinhas centenárias com um terroir particularíssimo.
Situada na ponta da "bota italiana", a Sicília é a maior ilha do Mar Mediterrâneo, localizando-se no extremo sul deste país e muito próxima do continente africano. O seu clima mediterrâneo, proporciona à região invernos suaves e húmidos e verões quentes e secos, devido ao famoso vento Siroco, vento quente e muito seco que sopra do deserto do Saara em direcção ao Norte de África e que cruza o Mar Mediterrâneo até Itália. A isto associe-se ainda a origem vulcânica da ilha (que no extremo oposto possui o vulcão Etna, bem activo, e nas ilhas vizinhas também o Stromboli e o Vulcano) e temos, como dito anteriormente, um terroir muito especial para criação de vinhos soberbos.

Foram os Fenícios que, entre os séculos 7 e 8 A.C., introduziram o cultivo de vinhas nesta região. As castas milenares introduzidas por esta civilização, Grillo, Inzolia, Catarratto, Grecanico, Zibibbo, Malvasia, Nero d’Avola, Nerello Mascalese e Frappato, fazem ainda hoje parte da composição dos vinhos sicilianos e, claro, dos vinhos Cantine Pellegrino.

Fundada em 1880 por Paolo Pellegrino, esta vinícola italiana é gerida pela sétima geração da família Pellegrino. Envolvidos em todos os processos da produção dos seus vinhos, alicerçam a gestão do seu negócio num profundo respeito pela história da sua região, pelas práticas vinícolas ancestrais e em métodos de cultivo e de produção focados em práticas biológicas e ambientalmente responsáveis.
Com vinhas classificadas como Património Mundial pela UNESCO (nas vinhas Alberello da Pantelleria), esta vinícola foi o primeiro produtor mundial do Moscatel da Pantelleria e do Passito, produzidos com uvas amadurecidas pelo sol intenso de Agosto e cuja elevada concentração de açúcares naturais resulta em vinhos nobres absolutamente magníficos.

Agora imagine-se a provar estes vinhos com vista para as vinhas e para o Mar Mediterrâneo, degustando Salumis (enchidos e queijos italianos), as famosas Arancini Sicilianas (bolas de arroz recheadas com carne) e harmonizar o Passito ou o Nes (os tais vinhos nobres) com umas gulosas Cassatelle Sicilianas (massa folhada recheada com queijo ricotta ou chocolate e polvilhada com açúcar de pasteleiro). Ficou com água na boca e vontade de viajar?
Então marque este post e a Cantine Pellegrino nos seus favoritos e desafie a  Longitude9 | Travel Design a desenhar o seu próximo itinerário de viagem!


[ English version ] 

Today we share a tip for travelers and wine lovers!
For those planning a trip to southern Italy and the island of Sicily, we recommend visiting the Cantine Pellegrino in Marsala.

About 2 hours' drive from the capital of this autonomous Italian region, Palermo, Cantine Pellegrino (not to be confused with the similarly named water brand), is a century-old winery with a very unique terroir.

Situated at the tip of the "Italian boot", Sicily is the largest island in the Mediterranean Sea, located at the southern end of this country and very close to the African continent. Its Mediterranean climate provides the region with mild, wet winters and hot and dry summers, due to the famous Sirocco wind, hot and very dry wind that blows from the Sahara desert towards North Africa and crosses the Mediterranean Sea to Italy. This associated with the volcanic origin of the island (which at the opposite end has the very active Etna volcano, and on the neighboring islands also Stromboli and the Vulcano), and we have, as stated earlier, a very special terroir for superb wines.


It was the Phoenicians who, between the 7th and 8th centuries B.C., introduced the vineyards cultivation in this region. The millenary grape varieties introduced by this civilization, Grillo, Inzolia, Catarratto, Grecanico, Zibibbo, Malvasia, Nero d'Avola, Nerello Mascalese and Frappato, are still part of the composition of Sicilian wines and, of course, Cantine Pellegrino's wines.

Founded in 1880 by Paolo Pellegrino, this Italian winery is run by the seventh generation of Pellegrino family. Involved in all processes of the winemaking, they base the management of their business on a deep respect for the history of their region, ancestral winemaking practices and cultivation and production methods focused on environmentally responsible and organic practices.
With vineyards classified as World Heritage by UNESCO (in the Alberello
vineyards of Pantelleria), this winery was the first world producer of the Pantelleria and Passito Moscato, produced with grapes ripened by the intense August sun and whose high concentration of natural sugars results in absolutely magnificent noble wines.

Now imagine tasting these wines overlooking the vineyards and the Mediterranean Sea, tasting Salumis (Italian sausages and cheeses), the famous Sicilian Arancini (meat-stuffed rice balls) and harmonizing Passito or Nes (the noble wines) with the delicious
Sicilian Cassatelle (puff pastry stuffed with ricotta cheese or chocolate and sprinkled with confectioner's sugar). Did your mouth water and felt the urge to travel?
Then pin or mark this post and Cantine Pellegrino to your favorites and challenge Longitude9 | Travel Design to create your next travel itinerary!






Cantine Pellegrino
Via Battaglia delle Egadi,10 (ex Lungomare Salinella) - 91025 Marsala (TP) / Italia
+39 0923 7199 70/80

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Postal de Viagem | Cefalù

Lembra-se da altura em que de viagem se mandavam postais para a família e amigos, onde em breves linhas partilhávamos pequenas aventuras de viagem, episódios caricatos e onde demonstrávamos o nosso afecto e lembrança? 

Hábitos do século passado, que podíamos recuperar para uma vida mais slow e menos conectada, não acha?
Assim (e porque a morada de todos os que nos seguem é aqui), reciclamos este charmoso hábito e partilhamos consigo o nosso postal de viagem da encantadora aldeia de Cefalù, na ilha italiana da Sicília (que pertence à província de Palermo e é uma das 56 Aldeias Mais Belas do Sul de Itália).

Boa semana e bom regresso ao mês das rotinas!



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Deixe-se inspirar!

sábado, 13 de julho de 2019

#inspiration

No regresso a casa após uma viagem, dá-me imenso gozo ir ao mercado (ou ao supermercado) e abastecer a cozinha: preparar a despensa, o frigorífico e a bancada para a ementa da semana. Depois uso alguns dos alimentos da época para dar vida à cozinha. É que se há coisa que gosto mesmo muito, é de entrar numa cozinha bonita!

Esta é a actual decoração de Verão da bancada da minha cozinha: umas peças vintage misturadas com tábuas de madeira e alimentos reais para uso diário: Tomate, Rabanetes e Cebolas para as saladinhas frescas que se querem nesta época, Alho e Oregãos para refogados e temperos. 

E você, o que escolhe para alegrar a bancada da sua cozinha?



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Sabia que há vegetais que devem ser guardados na bancada da cozinha e não no frigorífico?

Já aqui tinha partilhado esta dica, mas nunca é demais relembrar que se acondicionarmos correctamente os vegetais, frutas e ervas aromáticas (já cortadas) estes alimentos não só duram mais tempo, como evitamos a perda de nutrientes e vitaminas e os sabores se mantêm inalterados (ou até mais apurados, como no caso do tomate, que mantido à temperatura ambiente acentua a sua doçura natural). Para além dos benefícios para a saúde, ainda evitamos o desperdício alimentar e poupamos dinheiro.

Veja este vídeo que explica de forma simples e fácil como (e onde) devemos acondicionar vegetais e frutas e deixe-se inspirar pelas fantásticas cores e sabores que o Verão nos oferece à mesa! #inspiration
 

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Inspiração Nutritiva

Carregadinhas de proteína, ómega 3, cálcio, selénio, fósforo, vitaminas B12 e D, as Sardinhas ajudam a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, a doença de Alzheimer e a combater a depressão... Podia ser só por isso, mas hoje estas coisas maiiii lindas ainda vêm ajudar a celebrar o nosso querido Santo padroeiro!

Ó meu rico Santo António
Meu querido santo popular
Que na tua festa não deixes faltar
Sardinha boa para assar



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Bons Santos Populares!

sábado, 1 de junho de 2019

Tagliatelle com Espargos, Courgette e Gambão

Vivemos numa época louca. Numa sociedade cada vez mais conectada onde parece não haver espaço, vontade, tolerância ou educação para perceber os limites do ridículo (nosso e dos outros). Para perceber sequer o que é certo e o que é errado, o que se pode, deve ou não pode e não deve. Ou ainda que os nossos direitos pessoais terminam onde os dos outros começam.

Não nos podemos enganar, cair com estrondo no chão, enfiar um pé num monte de porcaria, ter um break down em público, pisar uma pastilha elástica e depois papel higiénico e sair com aquilo a arrastar pelo chão sem saber (and so on), que o risco de haver alguém (que podemos ou não conhecer) pronto a filmar ou a fotografar esse nosso momento de miséria e a "postá-lo" nas redes sociais é enormíssimo. E se aquilo "viralizar" então... Caramba! Como se gere a exposição ao ridículo de forma massificada? Não é isso também uma forma de bullying

Perdemos a noção do foro privado e do foro público, em relação a nós mesmos e em relação aos outros. O que devemos e não devemos partilhar, seja por segurança pessoal, por decoro ou respeito pelo direito à privacidade, nossa e dos outros. Por exemplo, se há coisa que me irrita profundamente é estar num local público e que um estranho no mesmo local se lembre de fazer um vídeo panorâmico para "mostrar" a terceiros onde está e me filme a mim ou a familiares meus sem qualquer respeito pelo meu/nosso direito de não querer ser filmado ou de ver a minha/nossa imagem partilhada nas redes sociais alheias. É que a constituição portuguesa, no artigo 26º, alínea 1, ainda mantém o direito a todos os cidadãos portugueses à manutenção da sua "...imagem, (...) e à reserva da intimidade da vida privada e familiar...".

As pessoas estão cada vez mais críticas e intolerantes com os outros, mais mal educadas (pedir licença, dizer obrigada e desculpe caiu em desuso) e arrisco ainda que as redes sociais vieram incentivar a inveja, a comparação desnecessária entre nós e os outros, a infelicidade por não se ter já ou por não se poder fazer agora... A bondade e a compaixão pelo outro estão, tal como a fauna e a flora do planeta Terra, em vias de extinção. E se a este cenário juntarmos duas "pitadas" de alto potencial para o caos, as alterações climáticas e a progressiva escassez dos recursos naturais do planeta, ficamos a um "fio de cabelo" de nos matar uns aos outros por um palito. Dá que pensar, não dá? 

Quando estou a cozinhar durante a semana gosto de ligar a televisão para ver canais de notícias. Consumo muito pouca televisão e o aparelho só se liga cá em casa a partir da hora de preparar o jantar. E é de ficar de cabelos em pé com o número de casos de violência doméstica e de homicídios passionais que dispararam de forma alarmante; com o aumento do número de casos de "calotes" ao estado português (e que acabamos todos a pagar) ou de casos de corrupção e crimes de colarinho branco; com as novas e criativas formas de cobrança coerciva de impostos (mas só para o cidadão comum, que os que devem milhares de milhões parecem continuar a ser tratados, mesmo após a descoberta do "calote", com brandura e condescendência); com o número abismal de adultos que continuam a mandar o seu direito pessoal e dever cívico de votar para as urtigas e preferem ir à praia, ao campo, ao centro comercial ou a qualquer outro lugar que não às mesas de voto... E isto só por cá, que o resto do mundo anda igualmente assustador. E todas as noites esta pessoa pensa que talvez seja melhor fazer o jantar sem televisão para não haver "dêprês"...

No final de um destes dias mais frescos, sem tempo e sem vontade para receitas demoradas (mas com apetite, que a fruta e os frutos secos do lanche "já eram"), e a ouvir o destaque das notícias (depressivas) do dia na TV, senti necessidade urgente de alguma comida de conforto. Havia espargos e courgette no frio, uma embalagem de gambão no congelador, um pacote de natas e outro de tagliatelle na despensa e uma cozinheira a precisar de consolo. Desliguei a televisão, liguei o rádio (que só costumo ouvir no carro) e pus mãos à obra. Dancei enquanto cozinhei, ri-me imenso sozinha enquanto cantava algumas músicas a que só conhecia (e mal) o refrão, esqueci as notícias depressivas e 20 minutos depois estava a comer. Conclusão? Esta receita é estupidamente gulosa e rápida de preparar, a Terra vai continuar a girar com o Homem ou sem ele e a verdade de Gandhi irá manter-se para mim, hoje e sempre, tão certa quanto inspiradora: "Seja a mudança que quer ver no mundo".







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sábado, 18 de maio de 2019

Para fazer e descobrir em Lisboa | Walking Tours

Diz quem nos descobriu apenas há cerca de 3/4 anos (com o boom do turismo) que Lisboa é uma cidade linda, mas quem cá nasce e vive sabe que Lisboa é muito mais do que "apenas" linda. É um misto de história secular com tradição e modernismo: intensa, colorida, artística, popular e cosmopolita...  É tudo isso cozinhado em lume brando pelo nosso temperamento moderado, pela nossa singular "saudade" (tão difícil de traduzir noutros idiomas), por uma melancolia que nos corre nas veias, pelo nosso fado-destino-e-música (que também se modernizou e se complementa agora de outras influências musicais).

Lisboa, cidade fundada pelos Fenícios e por eles apelidada de Alis Ubbo, continua em pleno séc. XXI a ser um porto seguro * para quem cá vive, estuda, trabalha e para quem nos visita, à procura de adicionar mais um destino à sua lista de viagens. E é curioso que, por mais que se escreva sobre e fotografe esta cidade, Lisboa teima em não se "esgotar" numa única visita. E isso só acontece quando nos apaixonamos por um local. E a paixão é, usualmente, primária, visceral e arrebatadora.

Carlos do Carmo, músico português nascido em Lisboa, com 57 anos de carreira e vencedor de vários prémios nacionais e internacionais, como o prémio Goya ou o Grammy Latino de Carreira, escreveu e cantou Lisboa em 1978, apelidando-a de "Menina e Moça". E quarenta anos depois desta música, com algumas crises económicas e políticas pelo meio, eis que Lisboa continua menina e moça e a apaixonar quem a visita e faz dela sua pela vivência diária.

E cada vez há mais para descobrir em Lisboa! Do histórico ao contemporâneo; da arte à arquitectura; das nossas raízes judaicas, muçulmanas e romanas; do Mundo que demos ao Mundo, com os Descobrimentos; do nosso papel de "porto seguro" durante a Segunda Guerra Mundial; do fado ao folclore (manifestações plenas da nossa cultura nacional e em que, numa fase em que a globalização nos reduziu à similaridade, ainda caracterizam a nossa singularidade enquanto povo e nação) e, claro, da nossa gastronomia com quase 10 séculos de história e 300 castas autóctones de vinho.

Abrande o ritmo, largue o carro, junte um grupo de amigos e/ou família e faça um Walking Tour por Lisboa acompanhado por quem conhece a cidade muito bem. Garantimos que há muito mais para descobrir do que aquilo que leu nos livros-guia, nos media e nos blogs!

* Alis Ubbo, significava "porto seguro" para os Fenícios


[ English version ] 

Those who discovered Portugal and Lisbon only about 3/4 years (with the tourism boom) say that Lisbon is a beautiful city, but those born here know that Lisbon is much more than just "beautiful". It is a mixture of secular history with tradition and modernism: intense, colorful, artistic, popular and cosmopolitan... All of this slow cooked by our "smooth temperament", our singular "saudade" (so difficult to translate in other languages), a melancholy that runs through our veins and by our "fado"-fate-and-music (which has also modernized itself and is now complemented by other musical influences).

Lisbon, a city founded by the Phoenicians and known by them as Alis Ubbo, still remains in the 21st century a safe harbor * for those who live, study and work here and also for those who visits us, looking to add another destination to their bucket list of travels. And it is curious that, as much as one writes about and photographs this city, Lisbon insists on not revealing itself in a single visit... Somehow, we want to discover more of this city. And this only happens when we fall in love with a place. And the passion is usually primary, visceral and sweeping.

Carlos do Carmo, a Portuguese-born musician with
a 57-year-old career and winner of several national and international awards, such as the Goya Award or the Latin Grammy for Lifetime Achievement, wrote and sang Lisbon in 1978, nicknamed her of "Menina e Moça" ("Girl and Young Women"). And forty years later after this song, with some economic and political crises in the middle, Lisbon manage to remain a beautiful "girl and a young women" that passionate who visits and live her daily.

And every time there is more to discover in Lisbon! From historical to contemporary; from art to architecture; of our Jewish, Muslim and Roman roots; of the World that we gave to the World, with the Discoveries; of our role as "safe harbor" during World War II; from "fado" to folklore (complete manifestations of our national culture and in which, at a time when globalization has reduced us all to similarity, still characterize our uniqueness as people and nation), and of course our gastronomy with almost 10 centuries of history and 300 native varieties of vine.

Slow down, leave the car behind, gather a group of friends and/or family and take a Walking Tour through Lisbon, guided by those who know the city very well. We guarantee that there is much more to discover than what you have read in the
guidebooks, media and blogs!

* Alis Ubbo, meant "safe harbor" for the Phoenicians


Casa tradicional no Bairro de Alfama, Lisboa | Traditional house in Alfama district, Lisbon


 
Arte Urbana de Vhils, Lisboa | Street Art by Vhils, Lisbon



Walking Tours, Mais Experiências & Escapadelas
Reservas: +351 211 329 155 ou através de e-mail

Walking Tours, More Experiences & Short Breaks
Reservations: +351 211 329 155 or by e-mail


sábado, 11 de maio de 2019

Pêras-Rocha Assadas com Queijo Roquefort, Mel e Nozes Pecan

Acho que estou, finalmente, a chegar a uma fase mais zen... Encontrei um mantra para não me chatear quando não vale a pena ("Not my circus, not my monkeys"), afasto-me de pessoas tóxicas nos meus relacionamentos pessoais, recordo o passado para lhe encontrar as lições mas não me demoro nele, estou cada vez melhor na criação de objectivos pessoais e profissionais SMART (S = Simples; M = Mensuráveis; A = Atingíveis; R = Realistas; T = Temporizados ou definidos no tempo), tento manter tudo simples na minha vida e já não "mato" a cabeça (ou o corpo) com ideias e enfoques perfeccionistas, afinal, como dizia o falecido ex-secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, "mais vale feito que perfeito".

Confesso que também ajudou à minha paz de espírito e serenidade que a nossa vizinha de cima tivesse parado (será que parou definitivamente?) com as sacudidelas de roupa e tapetes por cima da janela do nosso quarto e as limpezas ruidosas ao Domingo de manhã (e "só" foram precisos 6 meses e várias conversas para que isso deixasse de acontecer). Caramba, o que se passa na cabeça das pessoas que não se lembram do segredo de bem viver em sociedade? E é tão simples, "não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti".

As empresas estão a entrar na época mais forte do ano e, como as formiguinhas, suamos a sério na Primavera, Verão e início do Outono para preparar o Inverno. E haja trabalho e muito, que, como dizia a querida avó, "temos de ganhar tostão para pagar o pãozinho dos meninos" cá de casa!

Entretanto, mais equilibrada comigo mesma, e porque como dizia em cima, já não "mato" a cabeça com ideias perfeccionistas, decidi que os nossos jantares diários e próximas refeições de datas festivas continuarão a ser nutritivas, equilibradas, de encher os olhos antes da barriga, mas sem stresses..."Keep it simple (always)!"
E a receita que partilho hoje é assim mesmo, nutritiva, equilibrada, de encher os olhos de tão bonita, rápida e simples!

Cá em casa temos sempre imensa fruta em fruteiras enormes: a fruta bio que vem da quintinha do pai vai para uma fruteira e a fruta genérica (não bio) que compro no mercado ou no supermercado vai para outra. E o meu dia começa sempre com fruta, em batidos, smoothies, ou simplesmente no prato, com sementes, frutos secos ou iogurte. Hoje olhei para estas Pêras-Rocha, maduras mas ainda firmes, lembrei-me que tinha queijo Roquefort no frigorífico e desta nossa receita mais antiga... Juntei-lhes Mel, Tomilho-Limão da nossa pequena hortinha bio, Nozes Pecan e deu nisto: tão simples e tão bom!

E enquanto me deliciava dei por mim a pensar no próximo aniversário importante que se aproxima, o da querida mãe, que está quase aí à porta... Entre mais uma dentada nestas pêras granulosas e tenras com sabor a mel, queijo intenso e pimenta, fui pensando em presentes e no cansaço que me causa andar à procura de "mais uma coisa" numa loja qualquer. Coisas e mais coisas para acumular, guardar e depois arrumar...
Mais uma dentada e eureka! E se o presente fosse algo que a ajudasse a reequilibrar-se também? Fui espreitar o site da Fixando e achei!

Se ainda não conhece a plataforma Fixando, sugiro que vá espreitar, porque lá encontramos desde electricistas, pintores de interiores e de exteriores, canalizadores, arquitectos, designers, fotógrafos, serviços de catering para uma data especial, vários serviços para festas de crianças, contabilistas para tratar do próximo IRS, massagistas terapêuticos ou de desporto, etc. Se preferir explicado assim, esta plataforma online presente em 14 países para além de Portugal, liga profissionais e clientes à distância de um clique. É fácil, é seguro, é personalizado para cada cliente e torna tudo tão mais simples do que andar a fazer pesquisas na internet sem garantia de opiniões de quem já usou enquanto cliente ou da qualidade dos prestadores de serviços locais.

Agora, dê-me uma ajudinha s.f.f., para o aniversário da minha mãe, entre uma massagem terapêutica ou uma aula de yoga para a ajudar a relaxar da sua missão de filha-cuidadora-informal de uma mãe com doença de Alzheimer, o que acha que devo escolher na Fixando?

Entretanto, aproveite o fim-de-semana de bom tempo, descanse, divirta-se, experimente estas Pêras-Rocha Assadas e conte-me o que acha (da receita e das ideias de presente para oferecer à mãe)!






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quarta-feira, 17 de abril de 2019

Temperos SEM Sal e um Alerta de Saúde para Empreendedores

Depois de alguns meses de pausa forçada, voltámos às receitas e ao blog!

Quem nos acompanha por aqui e pelas redes sociais, sabe que em 2017 criámos duas empresas na área do turismo: a Lisbon Corporation, uma boutique de experiências, e a Longitude9 Viagens, uma agência de viagens de charme. Eram sonhos com mais de uma década e 2017 foi o ano de transformar os sonhos em realidade. 

Contado assim dá ao nosso esforço empreendedor uma aura de determinação, coragem e foco mas também uma enorme necessidade de resiliência, persistência e resistência mental e física (e infelizmente fala-se pouco desta última característica quando o assunto é empreendedorismo). Esta é a verdade nua e crua para todos os que se lançam na incerteza de criar o seu próprio negócio: as preocupações e as horas de trabalho aumentam exponencialmente; somos gestores, telefonistas, estrategas, contabilistas, estafetas, marketeers e "pau-para-toda-a-obra-necessária"; temos de aprender a melhorar, dominar e ajustar continuamente a "ginástica" financeira e abdicamos da "rede" de segurança e de direitos, como aquele bendito número de dias de férias por ano que quem trabalha por conta de outrem tem como sagrado. 

É inegável que são as alturas em que alcançamos ou superamos objectivos e metas e em que vemos as "pequenas-grandes" vitórias finalmente acontecerem que fazem valer todo o esforço, dedicação e cansaço, mas é também inegável que temos (muitos e incontáveis) momentos em que a ausência de uma "rede" de segurança nos atinge em cheio e a seco no estômago! E são esses momentos em que as muitas noites em claro, as ansiedades, as preocupações e o volume de trabalho avassalador fazem mossa a sério. E quem paga, é sempre o corpo. E o meu começou a acusar tudo isto e de forma séria e assustadora desde Janeiro passado... 

Desde o início de Janeiro deste ano andei com a tensão arterial completamente alterada, com picos de tensão com máx. de 18 e mín. de 15 (isto numa pessoa que sempre teve a tensão baixa, máx. de 11 e mín. de 8). Precisei de ajuda do INEM (tão, mas tão grata ao pessoal médico e bombeiros que me assistiram nestes episódios!), do J. e, naturalmente, do meu médico. Afinal, o risco de AVC e enfarte do miocárdio ou ataque cardíaco é brutalmente elevado em episódios continuados de tensão arterial alta.
Ao longo dos últimos meses houve uma bateria de exames clínicos para fazer e, uma vez aferida, medida, diagnosticada e atestada a saúde física desta cozinheira/empreendedora, seguiu-se um enorme esforço pessoal de mudança de hábitos, mais descanso, realinhamento e equilíbrio mental e redução dos níveis de stress e, consequentemente, dos níveis de ansiedade.
E naturalmente, o blog também "pagou" a factura... Estivemos em pausa forçada nos últimos meses para "realinhamento" mental e descanso relativo, porque empreendedores em fases iniciais de negócio não tiram férias ou feriados e nem quando tocam com a cabeça na almofada desligam completamente das obrigações/preocupações.

As receitas que partilho hoje convosco e que celebram este regresso ao blog são o resultado parcial do realinhamento urgente e auto-imposto dos últimos meses: esta cozinha abandonou por completo o sal nas suas receitas. O sal foi à vida (para me ajudar a manter a minha com saúde), mas o sabor continua por cá e de forma imperativa, porque toda a vida precisa de sabor para ser feliz!
Cansei-me de misturar especiarias uma a uma na altura de cozinhar e criei 3 opções de Temperos SEM Sal prontos a usar. Já foram testados e retestados em receitas de massa, moluscos, peixes, carnes, saladas e estão aprovadíssimos! E arrisco que chegam na altura certa, porque estes temperos podem facilmente ser transformados em miminhos DIY para oferecer já esta Páscoa a familiares e amigos, hipertensos ou simplesmente que precisem de abrandar o ritmo profissional ou realinhar hábitos para terem mais saúde. 

Numa nota mais direccionada para os empreendedores(as) guerreiros(as) que tenham arranjado alguns minutos para ler este testemunho contado na primeira pessoa, deixo 10 sugestões para potenciar a resistência mental e física e que estão a funcionar muito bem comigo desde o "susto" dos últimos meses:

#1 | Abrandem o ritmo profissional: "fechem a loja" a horas certas durante os dias de semana e criem rotinas e horários certos para fazer as refeições (pequeno-almoço, almoço e jantar). Não saltem refeições, optem por menus equilibrados e sempre que possível jantem com a família ou amigos e sem telemóveis, telefonemas ou e-mails durante o jantar.

#2 | Durmam no mínimo 8 horas por noite. O cérebro precisa descansar e fazer "reboot" para encarar desafios de forma "fresca" e para isso o descanso cerebral é fundamental.

#3 | Abdiquem do sal e do tabaco e reduzam o consumo de cafeína e de álcool.

#4 | Se não tiverem horários para irem ao ginásio, deixem o carro sempre que possam e caminhem.

#5 | Sempre que possível, reservem (pelo menos) um dia do fim-de-semana para descansar. Mas descansar mesmo! Sem telemóveis, e-mails, redes sociais, blogs ou tarefas de casa. Saiam, respirem ar puro e curtam a vida lá fora, porque é lá que a vida acontece! 

#6 | Visitem o médico e façam um check-up anual. 

#7 | Se após os exames médicos se verificar que está tudo bem com a saúde física e o médico vos quiser convencer que a melhor maneira de lidar com a ansiedade é tomar calmantes ou ansiolíticos (como aconteceu comigo), rejeitem a proposta. Perguntem-lhes por alternativas naturais (que as há) e introduzam mais alimentos na vossa dieta diária que estimulem a produção de serotonina (considerada a hormona do bem-estar e da felicidade), como frutos secos/oleaginosos, chocolate negro, aveia, bananas e sementes (que podem usar como elemento de textura crocante para saladas ou para enriquecer o iogurte, p.ex.).

#8 | Comecem a manhã ou terminem o dia com alguns minutos de meditação (para mim continua a ser um desafio, mas devagarinho sinto que estou a progredir) para sossegar a mente e o turbilhão de pensamentos, necessidades e preocupações. Comecem devagar, com poucos minutos nas primeiras vezes (se for necessário, ponham um alarme no telemóvel) e vão aumentando o tempo progressivamente. Arranjem um mantra mental (uma palavra ou uma frase de conforto, de motivação pessoal ou de serenidade) e repitam-na durante o tempo de meditação, concentrando-se em inspirar pelo nariz e expirar pela boca.

#9 | Mantenham o cérebro a funcionar do ponto de vista da aprendizagem. Voltem à escola, façam cursos de curta ou média duração (longa, se tiverem vontade, tempo e cabeça para isso), leiam livros sobre temáticas relacionadas com os vossos negócios, mas aprendam coisas. Nunca saberemos tudo e são os novos conhecimentos que adquirimos que nos ajudam muitas vezes a responder "fora da caixa" às questões e desafios que nos surgem diariamente.

#10 | Nenhum de nós é uma ilha e tudo na vida, com excepção de uma coisa, tem solução. Aproximem-se de outros empreendedores, partilhem experiências e conhecimento e procurem conhecer os desafios dos outros. Escutem-nos activamente e sem juízos de valor. Isto, para além de potenciar o verdadeiro networking (para mim, o networking vai muito além da troca de cartões de visita), usualmente ainda nos ajuda a encontrar soluções para os nossos desafios que não estávamos a "ver" inicialmente.

Ahhhh... e, a todos vós, empreendedores, leitores e seguidores desta cozinha, votos de uma Santa Páscoa, com muita saúde física e mental!






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