sábado, 18 de maio de 2019

Para fazer e descobrir em Lisboa | Walking Tours

Diz quem nos descobriu apenas há cerca de 3/4 anos (com o boom do turismo) que Lisboa é uma cidade linda, mas quem cá nasce e vive sabe que Lisboa é muito mais do que "apenas" linda. É um misto de história secular com tradição e modernismo: intensa, colorida, artística, popular e cosmopolita...  É tudo isso cozinhado em lume brando pelo nosso temperamento moderado, pela nossa singular "saudade" (tão difícil de traduzir noutros idiomas), por uma melancolia que nos corre nas veias, pelo nosso fado-destino-e-música (que também se modernizou e se complementa agora de outras influências musicais).

Lisboa, cidade fundada pelos Fenícios e por eles apelidada de Alis Ubbo, continua em pleno séc. XXI a ser um porto seguro * para quem cá vive, estuda, trabalha e para quem nos visita, à procura de adicionar mais um destino à sua lista de viagens. E é curioso que, por mais que se escreva sobre e fotografe esta cidade, Lisboa teima em não se "esgotar" numa única visita. E isso só acontece quando nos apaixonamos por um local. E a paixão é, usualmente, primária, visceral e arrebatadora.

Carlos do Carmo, músico português nascido em Lisboa, com 57 anos de carreira e vencedor de vários prémios nacionais e internacionais, como o prémio Goya ou o Grammy Latino de Carreira, escreveu e cantou Lisboa em 1978, apelidando-a de "Menina e Moça". E quarenta anos depois desta música, com algumas crises económicas e políticas pelo meio, eis que Lisboa continua menina e moça e a apaixonar quem a visita e faz dela sua pela vivência diária.

E cada vez há mais para descobrir em Lisboa! Do histórico ao contemporâneo; da arte à arquitectura; das nossas raízes judaicas, muçulmanas e romanas; do Mundo que demos ao Mundo, com os Descobrimentos; do nosso papel de "porto seguro" durante a Segunda Guerra Mundial; do fado ao folclore (manifestações plenas da nossa cultura nacional e em que, numa fase em que a globalização nos reduziu à similaridade, ainda caracterizam a nossa singularidade enquanto povo e nação) e, claro, da nossa gastronomia com quase 10 séculos de história e 300 castas autóctones de vinho.

Abrande o ritmo, largue o carro, junte um grupo de amigos e/ou família e faça um Walking Tour por Lisboa acompanhado por quem conhece a cidade muito bem. Garantimos que há muito mais para descobrir do que aquilo que leu nos livros-guia, nos media e nos blogs!

* Alis Ubbo, significava "porto seguro" para os Fenícios


[ English version ] 

Those who discovered Portugal and Lisbon only about 3/4 years (with the tourism boom) say that Lisbon is a beautiful city, but those born here know that Lisbon is much more than just "beautiful". It is a mixture of secular history with tradition and modernism: intense, colorful, artistic, popular and cosmopolitan... All of this slow cooked by our "smooth temperament", our singular "saudade" (so difficult to translate in other languages), a melancholy that runs through our veins and by our "fado"-fate-and-music (which has also modernized itself and is now complemented by other musical influences).

Lisbon, a city founded by the Phoenicians and known by them as Alis Ubbo, still remains in the 21st century a safe harbor * for those who live, study and work here and also for those who visits us, looking to add another destination to their bucket list of travels. And it is curious that, as much as one writes about and photographs this city, Lisbon insists on not revealing itself in a single visit... Somehow, we want to discover more of this city. And this only happens when we fall in love with a place. And the passion is usually primary, visceral and sweeping.

Carlos do Carmo, a Portuguese-born musician with
a 57-year-old career and winner of several national and international awards, such as the Goya Award or the Latin Grammy for Lifetime Achievement, wrote and sang Lisbon in 1978, nicknamed her of "Menina e Moça" ("Girl and Young Women"). And forty years later after this song, with some economic and political crises in the middle, Lisbon manage to remain a beautiful "girl and a young women" that passionate who visits and live her daily.

And every time there is more to discover in Lisbon! From historical to contemporary; from art to architecture; of our Jewish, Muslim and Roman roots; of the World that we gave to the World, with the Discoveries; of our role as "safe harbor" during World War II; from "fado" to folklore (complete manifestations of our national culture and in which, at a time when globalization has reduced us all to similarity, still characterize our uniqueness as people and nation), and of course our gastronomy with almost 10 centuries of history and 300 native varieties of vine.

Slow down, leave the car behind, gather a group of friends and/or family and take a Walking Tour through Lisbon, guided by those who know the city very well. We guarantee that there is much more to discover than what you have read in the
guidebooks, media and blogs!

* Alis Ubbo, meant "safe harbor" for the Phoenicians


Casa tradicional no Bairro de Alfama, Lisboa | Traditional house in Alfama district, Lisbon


 
Arte Urbana de Vhils, Lisboa | Street Art by Vhils, Lisbon



Walking Tours, Mais Experiências & Escapadelas
Reservas: +351 211 329 155 ou através de e-mail

Walking Tours, More Experiences & Short Breaks
Reservations: +351 211 329 155 or by e-mail


sábado, 11 de maio de 2019

Pêras-Rocha Assadas com Queijo Roquefort, Mel e Nozes Pecan

Acho que estou, finalmente, a chegar a uma fase mais zen... Encontrei um mantra para não me chatear quando não vale a pena ("Not my circus, not my monkeys"), afasto-me de pessoas tóxicas nos meus relacionamentos pessoais, recordo o passado para lhe encontrar as lições mas não me demoro nele, estou cada vez melhor na criação de objectivos pessoais e profissionais SMART (S = Simples; M = Mensuráveis; A = Atingíveis; R = Realistas; T = Temporizados ou definidos no tempo), tento manter tudo simples na minha vida e já não "mato" a cabeça (ou o corpo) com ideias e enfoques perfeccionistas, afinal, como dizia o falecido ex-secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, "mais vale feito que perfeito".

Confesso que também ajudou à minha paz de espírito e serenidade que a nossa vizinha de cima tivesse parado (será que parou definitivamente?) com as sacudidelas de roupa e tapetes por cima da janela do nosso quarto e as limpezas ruidosas ao Domingo de manhã (e "só" foram precisos 6 meses e várias conversas para que isso deixasse de acontecer). Caramba, o que se passa na cabeça das pessoas que não se lembram do segredo de bem viver em sociedade? E é tão simples, "não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti".

As empresas estão a entrar na época mais forte do ano e, como as formiguinhas, suamos a sério na Primavera, Verão e início do Outono para preparar o Inverno. E haja trabalho e muito, que, como dizia a querida avó, "temos de ganhar tostão para pagar o pãozinho dos meninos" cá de casa!

Entretanto, mais equilibrada comigo mesma, e porque como dizia em cima, já não "mato" a cabeça com ideias perfeccionistas, decidi que os nossos jantares diários e próximas refeições de datas festivas continuarão a ser nutritivas, equilibradas, de encher os olhos antes da barriga, mas sem stresses..."Keep it simple (always)!"
E a receita que partilho hoje é assim mesmo, nutritiva, equilibrada, de encher os olhos de tão bonita, rápida e simples!

Cá em casa temos sempre imensa fruta em fruteiras enormes: a fruta bio que vem da quintinha do pai vai para uma fruteira e a fruta genérica (não bio) que compro no mercado ou no supermercado vai para outra. E o meu dia começa sempre com fruta, em batidos, smoothies, ou simplesmente no prato, com sementes, frutos secos ou iogurte. Hoje olhei para estas Pêras-Rocha, maduras mas ainda firmes, lembrei-me que tinha queijo Roquefort no frigorífico e desta nossa receita mais antiga... Juntei-lhes Mel, Tomilho-Limão da nossa pequena hortinha bio, Nozes Pecan e deu nisto: tão simples e tão bom!

E enquanto me deliciava dei por mim a pensar no próximo aniversário importante que se aproxima, o da querida mãe, que está quase aí à porta... Entre mais uma dentada nestas pêras granulosas e tenras com sabor a mel, queijo intenso e pimenta, fui pensando em presentes e no cansaço que me causa andar à procura de "mais uma coisa" numa loja qualquer. Coisas e mais coisas para acumular, guardar e depois arrumar...
Mais uma dentada e eureka! E se o presente fosse algo que a ajudasse a reequilibrar-se também? Fui espreitar o site da Fixando e achei!

Se ainda não conhece a plataforma Fixando, sugiro que vá espreitar, porque lá encontramos desde electricistas, pintores de interiores e de exteriores, canalizadores, arquitectos, designers, fotógrafos, serviços de catering para uma data especial, vários serviços para festas de crianças, contabilistas para tratar do próximo IRS, massagistas terapêuticos ou de desporto, etc. Se preferir explicado assim, esta plataforma online presente em 14 países para além de Portugal, liga profissionais e clientes à distância de um clique. É fácil, é seguro, é personalizado para cada cliente e torna tudo tão mais simples do que andar a fazer pesquisas na internet sem garantia de opiniões de quem já usou enquanto cliente ou da qualidade dos prestadores de serviços locais.

Agora, dê-me uma ajudinha s.f.f., para o aniversário da minha mãe, entre uma massagem terapêutica ou uma aula de yoga para a ajudar a relaxar da sua missão de filha-cuidadora-informal de uma mãe com doença de Alzheimer, o que acha que devo escolher na Fixando?

Entretanto, aproveite o fim-de-semana de bom tempo, descanse, divirta-se, experimente estas Pêras-Rocha Assadas e conte-me o que acha (da receita e das ideias de presente para oferecer à mãe)!






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quarta-feira, 17 de abril de 2019

Temperos SEM Sal e um Alerta de Saúde para Empreendedores

Depois de alguns meses de pausa forçada, voltámos às receitas e ao blog!

Quem nos acompanha por aqui e pelas redes sociais, sabe que em 2017 criámos duas empresas na área do turismo: a Lisbon Corporation, uma boutique de experiências, e a Longitude9 Viagens, uma agência de viagens de charme. Eram sonhos com mais de uma década e 2017 foi o ano de transformar os sonhos em realidade. 

Contado assim dá ao nosso esforço empreendedor uma aura de determinação, coragem e foco mas também uma enorme necessidade de resiliência, persistência e resistência mental e física (e infelizmente fala-se pouco desta última característica quando o assunto é empreendedorismo). Esta é a verdade nua e crua para todos os que se lançam na incerteza de criar o seu próprio negócio: as preocupações e as horas de trabalho aumentam exponencialmente; somos gestores, telefonistas, estrategas, contabilistas, estafetas, marketeers e "pau-para-toda-a-obra-necessária"; temos de aprender a melhorar, dominar e ajustar continuamente a "ginástica" financeira e abdicamos da "rede" de segurança e de direitos, como aquele bendito número de dias de férias por ano que quem trabalha por conta de outrem tem como sagrado. 

É inegável que são as alturas em que alcançamos ou superamos objectivos e metas e em que vemos as "pequenas-grandes" vitórias finalmente acontecerem que fazem valer todo o esforço, dedicação e cansaço, mas é também inegável que temos (muitos e incontáveis) momentos em que a ausência de uma "rede" de segurança nos atinge em cheio e a seco no estômago! E são esses momentos em que as muitas noites em claro, as ansiedades, as preocupações e o volume de trabalho avassalador fazem mossa a sério. E quem paga, é sempre o corpo. E o meu começou a acusar tudo isto e de forma séria e assustadora desde Janeiro passado... 

Desde o início de Janeiro deste ano andei com a tensão arterial completamente alterada, com picos de tensão com máx. de 18 e mín. de 15 (isto numa pessoa que sempre teve a tensão baixa, máx. de 11 e mín. de 8). Precisei de ajuda do INEM (tão, mas tão grata ao pessoal médico e bombeiros que me assistiram nestes episódios!), do J. e, naturalmente, do meu médico. Afinal, o risco de AVC e enfarte do miocárdio ou ataque cardíaco é brutalmente elevado em episódios continuados de tensão arterial alta.
Ao longo dos últimos meses houve uma bateria de exames clínicos para fazer e, uma vez aferida, medida, diagnosticada e atestada a saúde física desta cozinheira/empreendedora, seguiu-se um enorme esforço pessoal de mudança de hábitos, mais descanso, realinhamento e equilíbrio mental e redução dos níveis de stress e, consequentemente, dos níveis de ansiedade.
E naturalmente, o blog também "pagou" a factura... Estivemos em pausa forçada nos últimos meses para "realinhamento" mental e descanso relativo, porque empreendedores em fases iniciais de negócio não tiram férias ou feriados e nem quando tocam com a cabeça na almofada desligam completamente das obrigações/preocupações.

As receitas que partilho hoje convosco e que celebram este regresso ao blog são o resultado parcial do realinhamento urgente e auto-imposto dos últimos meses: esta cozinha abandonou por completo o sal nas suas receitas. O sal foi à vida (para me ajudar a manter a minha com saúde), mas o sabor continua por cá e de forma imperativa, porque toda a vida precisa de sabor para ser feliz!
Cansei-me de misturar especiarias uma a uma na altura de cozinhar e criei 3 opções de Temperos SEM Sal prontos a usar. Já foram testados e retestados em receitas de massa, moluscos, peixes, carnes, saladas e estão aprovadíssimos! E arrisco que chegam na altura certa, porque estes temperos podem facilmente ser transformados em miminhos DIY para oferecer já esta Páscoa a familiares e amigos, hipertensos ou simplesmente que precisem de abrandar o ritmo profissional ou realinhar hábitos para terem mais saúde. 

Numa nota mais direccionada para os empreendedores(as) guerreiros(as) que tenham arranjado alguns minutos para ler este testemunho contado na primeira pessoa, deixo 10 sugestões para potenciar a resistência mental e física e que estão a funcionar muito bem comigo desde o "susto" dos últimos meses:

#1 | Abrandem o ritmo profissional: "fechem a loja" a horas certas durante os dias de semana e criem rotinas e horários certos para fazer as refeições (pequeno-almoço, almoço e jantar). Não saltem refeições, optem por menus equilibrados e sempre que possível jantem com a família ou amigos e sem telemóveis, telefonemas ou e-mails durante o jantar.

#2 | Durmam no mínimo 8 horas por noite. O cérebro precisa descansar e fazer "reboot" para encarar desafios de forma "fresca" e para isso o descanso cerebral é fundamental.

#3 | Abdiquem do sal e do tabaco e reduzam o consumo de cafeína e de álcool.

#4 | Se não tiverem horários para irem ao ginásio, deixem o carro sempre que possam e caminhem.

#5 | Sempre que possível, reservem (pelo menos) um dia do fim-de-semana para descansar. Mas descansar mesmo! Sem telemóveis, e-mails, redes sociais, blogs ou tarefas de casa. Saiam, respirem ar puro e curtam a vida lá fora, porque é lá que a vida acontece! 

#6 | Visitem o médico e façam um check-up anual. 

#7 | Se após os exames médicos se verificar que está tudo bem com a saúde física e o médico vos quiser convencer que a melhor maneira de lidar com a ansiedade é tomar calmantes ou ansiolíticos (como aconteceu comigo), rejeitem a proposta. Perguntem-lhes por alternativas naturais (que as há) e introduzam mais alimentos na vossa dieta diária que estimulem a produção de serotonina (considerada a hormona do bem-estar e da felicidade), como frutos secos/oleaginosos, chocolate negro, aveia, bananas e sementes (que podem usar como elemento de textura crocante para saladas ou para enriquecer o iogurte, p.ex.).

#8 | Comecem a manhã ou terminem o dia com alguns minutos de meditação (para mim continua a ser um desafio, mas devagarinho sinto que estou a progredir) para sossegar a mente e o turbilhão de pensamentos, necessidades e preocupações. Comecem devagar, com poucos minutos nas primeiras vezes (se for necessário, ponham um alarme no telemóvel) e vão aumentando o tempo progressivamente. Arranjem um mantra mental (uma palavra ou uma frase de conforto, de motivação pessoal ou de serenidade) e repitam-na durante o tempo de meditação, concentrando-se em inspirar pelo nariz e expirar pela boca.

#9 | Mantenham o cérebro a funcionar do ponto de vista da aprendizagem. Voltem à escola, façam cursos de curta ou média duração (longa, se tiverem vontade, tempo e cabeça para isso), leiam livros sobre temáticas relacionadas com os vossos negócios, mas aprendam coisas. Nunca saberemos tudo e são os novos conhecimentos que adquirimos que nos ajudam muitas vezes a responder "fora da caixa" às questões e desafios que nos surgem diariamente.

#10 | Nenhum de nós é uma ilha e tudo na vida, com excepção de uma coisa, tem solução. Aproximem-se de outros empreendedores, partilhem experiências e conhecimento e procurem conhecer os desafios dos outros. Escutem-nos activamente e sem juízos de valor. Isto, para além de potenciar o verdadeiro networking (para mim, o networking vai muito além da troca de cartões de visita), usualmente ainda nos ajuda a encontrar soluções para os nossos desafios que não estávamos a "ver" inicialmente.

Ahhhh... e, a todos vós, empreendedores, leitores e seguidores desta cozinha, votos de uma Santa Páscoa, com muita saúde física e mental!






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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Desejos de Ano Novo...

Damos as boas-vindas a 2019, cheios de gratidão pelos momentos felizes, desafios e lições do ano que terminou. Gostaríamos de deixar um enorme agradecimento a todos os que nos fazem companhia aqui no blog e em todas as nossas redes sociais, aos nossos parceiros, família e amigos: OBRIGADA por estarem connosco!

Hoje é a primeira folha em branco de um livro de 365 páginas. Escrevam um livro FANTÁSTICO!



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Que 2019 seja um ano EXCEPCIONAL para todos nós!

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Sobre as novas décadas...

Não sei como é convosco, mas há qualquer coisa na mudança de década que me impele a fazer balanços (e confesso que chegar aos "entas" acresceu peso a este balanço). Olha-se para o passado para entender o presente, comparam-se expectativas com a realidade, entramos em processo de análise sobre as nossas verdades absolutas e ajustamos os nossos sonhos, desejos, anseios e objectivos à nova década que acaba de chegar. E cheguei a "duas mãos cheias" de conclusões que se tornaram para já guias e mantras pessoais. Partilho-as convosco, na esperança que possam também elas ajudar a iluminar o vosso caminho...

#1 | A idade traz-nos cada vez mais segurança nas nossas opiniões, decisões e certeza de quão pouco a opinião dos outros importa nas nossas escolhas de vida. 

#2 | A idade é meramente uma questão mental. Se nos sentirmos velhos, seremos velhos na maneira como abordamos as situações com que a vida nos desafia. E todos os desafios necessitam de abordagens frescas para serem superados.

#3 | Nunca saberemos todas as respostas. Mas quando a incerteza nos fizer perder, saibamos que isso não faz de nós mais fracos, que as respostas que procuramos estarão sempre dentro de nós próprios e nos chegarão no momento certo.

#4 | A mágoa aprisiona-nos e limita-nos. Aceitar que as lições mais duras que pessoas ou situações trouxeram à nossa vida serviram o nosso crescimento e potenciaram a nossa maturidade ajuda-nos a continuar a nossa evolução enquanto pessoa. E afastarmo-nos do que nos magoa não só é permitido como fundamental para manter o equilíbrio físico, mental e emocional.

#5 | Existe um enorme poder na gratidão. Agradecer por todos os que foram e os que são ainda hoje parte fundamental da nossa vida, pelos que nos deixaram memórias fantásticas e também pelos que nos ensinaram duras lições tem um poder tão construtivo quanto libertador.

#6 | Cada um de nós tem qualidades e defeitos. Saibamos identificá-los, enumerar cada um deles e melhorar progressivamente o que há para melhorar. Mas saibamos também reconhecer que é o conjunto dessas qualidades e defeitos que faz de nós um ser único, apaixonante e irrepetível.

#7 | Quem gostar de mim tem de gostar de mim pelo que e como sou, aceitando todas as minhas qualidades e defeitos. E que o amor comece primeiro e sempre em nós próprios.

#8 | O amanhã será sempre um novo dia, cheio de novas oportunidades. Que estejamos sempre atentos para as reconhecer e sejamos suficientemente sábios para as aproveitar.

#9 | Estaremos sempre em transformação pessoal e isso é algo excepcional. Significa adaptação constante ao que nos rodeia e vontade de melhorar. 

#10 | Existem duas maneiras de encarar a vida: ou tudo é magia ou nada o é. E acreditar na magia traz uma fé inabalável em nós próprios, na nossa capacidade de ultrapassar obstáculos intransponíveis, na superação dos nossos medos e receios e eterna esperança  no amanhã.



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Finalmente, e em especial para quem se aproxima também dos "entas", não se deixem assustar e mantenham em mente que "os 40 são os novos 20"! Bem-vindos ao clube!

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Inspiração Nutritiva

Na dúvida, mantenham a simplicidade e a frescura! E sai um lanche mega nutritivo de Iogurte Grego (sem açúcar) com Chia, Mirtilos congelados e uma colher (de sobremesa) de Mel de Rosmaninho... Servidos?



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sábado, 21 de julho de 2018

Inspiração Nutritiva

Sábado de chuva por aqui (onde andas tu Verão?), esta luz suave que me inunda a cozinha e ovos frescos à nossa mesa... Simplesmente ADORO fins-de-semana com tempo!



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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vasinhos de Cacau e um Aniversário...

... LactoVegetarianos | SEM Glúten | SEM Açúcar


Já são 5, uuuu-uuuuuuuuuu! O COMIDAcomPAIXÃO celebra 5 anos! 5 anos de blog fofinho, a acompanhar os humores culinários e o tempo (mais ou menos) livre desta gestora-cozinheira-fotógrafa e escritora amadora. São 5 anos de receitas mais salgadas do que doces, da e na vossa companhia (por aqui e pelas redes sociais), de parcerias desafiantes e de pessoas bonitas que se vão conhecendo e que partilham as nossas paixões. O meu bebé está GRANDE! E eu estou tão orgulhosa quanto grata por este meu "livro de receitas" virtual, aberto e partilhado com o mundo!
E porque a convenção social diz que os aniversários se celebram com sabores docinhos, hoje é dia, não de bolo, mas de sobremesa (muito ao nosso estilo) feita para surpreender, primeiro os olhos e só depois a barriga. E a sobremesa de hoje traz sabor a Cacau e algumas considerações pessoais antes de comer...

Nos últimos meses tenho comido pouquíssimos doces e cortei radicalmente com o açúcar no café - já consigo bebê-lo sem açúcar, yeahhhh! E é curioso que quanto menos açúcar consumimos menos sentimos a sua falta. Sei que ajuda ser mais amiga de salgados do que de doces, mas confesso que me disciplino a pura e simplesmente "fechar a boca" e quando faço "estragos" numa refeição (usualmente ao fim-de-semana) não me sinto minimamente culpada.
Mal comparado, sinto que esta abstenção no açúcar tem tido o mesmo efeito no paladar que o corte com o tabaco teve em mim há 10 anos atrás... Quando deixei de fumar passei (entre outros benefícios) a ter um paladar mais apurado, a distinguir melhor os sabores dos alimentos (mesmo quando combinados) e sinto o mesmo desde que cortei com o açúcar. É impressionante como o açúcar (e demais adoçantes naturais ou químicos) adultera por completo o sabor natural dos alimentos: a acidez, o picante ou apimentado e a própria doçura natural que deles faz parte passa a estar completamente camuflada por tanta doçura aditiva.

Compreendo quando ouço a comparação do açúcar com qualquer outra droga. É que, facilmente e sem nos apercebermos, ultrapassamos os 25 gr da dose diária de açúcar recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). E basta que se pense no número de cafés que se consome por dia e quanto se usa para o adoçar do pacote de açúcar que o acompanha... Tirando o café, pensemos na quantidade de alimentos processados e industrializados que consumimos num único dia e qual a percentagem de açúcar "escondido" em cada um deles - e porque eu sei que as letras dos rótulos das embalagens são pequeninas, à medida que envelhecemos vamos ficando mais míopes e uma imagem vale mais do que mil palavras, partilho convosco o projecto artístico Sin Azucar que, através do seu fantástico trabalho fotográfico, desperta consciências quanto a este assunto.

Sei que pode parecer estranho que num post de celebração com uma receita docinha, a introdução se foque tanto o sobre o consumo de açúcar mas, na realidade, foi uma pergunta do J. durante a preparação destes Vasinhos de Cacau, que me fez pensar demoradamente sobre o tema.
O J. adora tudo bem docinho: 365 dias por ano começa as suas manhãs com mel no seu pão, todos os seus cafés levam açúcar (não o pacote todo, graças a Deus!), adora bolachinhas (ou não fosse ele o Monstro das Bolachas cá de casa) e demais doces e até ao iogurte natural com fruta acabada de cortar (que já tem açúcar natural) adiciona açúcar.
Quando estava a acabar o pudim, pedi-lhe ajuda para servir os Vasinhos e, claro, dei-lhe a lamber a espátula no final. Disse-me que faltava açúcar ao pudim e que estava amargo... Ao que eu respondi que, por opção pessoal, tinha alterado a receita original e que não tinha adicionado açúcar ao pudim.
É que, por si só, as bolachas que se adicionam a esta receita contêm cerca de 100 gr de açúcar. E são, para mim que consumo pouco açúcar, ultra doces. Ora, se ao pudim eu adicionasse a quantidade de açúcar indicada na receita original, cada um destes pudins (a receita rende 4) concentraria cerca de 50 gr de açúcar (!) por pessoa/dose. Dá que pensar, não acham?

Sobremesa finalizada e testada, e resumindo a questão da necessidade de controlar de ingestão do açúcar, ADOREI o sabor final destes Vasinhos de Cacau (e o J. também)!
O sabor amargo do pudim de cacau magro casa maravilhosamente bem com a doçura das bolachas e o toque fresco da raspa de limão dá vida a um copinho intenso de sabor a chocolate. A isso adicione-se a apresentação e a surpresa que ela causa na altura de servir e temos uma sobremesa vencedora, perfeita para deliciar miúdos e graúdos!

Na vida, que se deseja doce, hoje e sempre, lembrem-se que a maior doçura deve estar no vosso coração. Sejam felizes, sem aditivos!






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