quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Desejos de Ano Novo...

Há poucos dias alguém me dizia que cada ano novo que se inicia, iniciamos mais uma série de ilusões. "Que vamos mudar isto, alcançar aquilo e que, no final dos 12 meses, continua tudo igual". Fiquei com pena de ouvir aquelas palavras e, talvez, mais ainda daquela pessoa. É que a vida de alguém que diz algo assim parece resumir-se a um disco que toca sempre a mesma música, sem esperança num amanhã melhor ou confiança em si próprio para mudar o que não o faz feliz. 

Não consegui ficar indiferente perante aquele desabafo e, junto com um abraço e os meus desejos de bom ano novo, acrescentei que não nos devemos deixar encalhar na vida ou habituar ao que não nos faz felizes. Há certamente coisas que não podemos mudar, apenas aceitar, mas mesmo nessas coisas podemos sempre escolher uma de duas perspectivas: a alegria e a esperança ou a tristeza e a desilusão.

Assim, hoje, quando comecei a escrever este post de boas vindas ao Novo Ano, não precisei pensar muito no rumo que queria dar a esta mensagem ou na fotografia que pretendia partilhar consigo. Por isso e para 2020, trago a inspiração de Fernando Pessoa:
"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague o seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece de novo. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-as. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!"

Que o Novo Ano, o último desta década, seja muitíssimo bem-vindo e nos permita manter um coração grato por todos os momentos felizes, desafios e lições aprendidas no ano que terminou. 

A si, em particular, que nos faz companhia aqui no blog e nas nossas redes sociais e também aos nossos parceiros, família e amigos, deixamos um enorme OBRIGADA por estar(em) connosco!

Pronto(a) para iniciar mais um livro de 366 páginas?



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Que 2020 seja um ano FANTÁSTICO para todos nós!

sábado, 16 de novembro de 2019

Postal de Viagem | Éfeso

Com o ano velho quase a chegar ao fim é muito bom recordar as viagens de 2019 e mais entusiasmante ainda pensar nas que 2020 poderá trazer por aí!

Este postal de viagem foi tirado na apaixonante Turquia, nas espectaculares ruínas de Éfeso, considerada Património da Humanidade pela UNESCO, num dos maiores teatros da antiguidade, com capacidade para cerca de 25.000 espectadores. 
Esta antiga cidade grega, dedicada à deusa Artemisa, localiza-se no mar Jónico e foi construída no séc. X a.C.. Éfeso, que esteve sob o poder do império romano e que, devido à sua dimensão (chegou a ter uma população de 250.000 habitantes) e localização estratégica, foi considerada a segunda maior cidade do império, tem a sua história intimamente ligada ao cristianismo, foi lugar de dois concílios ecuménicos e diz-se ter sido o local onde Maria, mãe de Jesus, terá vivido os últimos anos da sua vida.
Para quem gosta da história da antiguidade, Éfeso, com o seu Teatro, Biblioteca de Celso e Templo de Adriano é um local a não perder!

Digo muitas vezes (para a família, amigos e para mim mesma) que a vida é curta, por isso não vale a pena adiar "aquela" viagem de sonho. Fale-se com os consultores de viagens, apanhe-se o avião, faça-se a viagem e sonhe-se com novos destinos!
Eu já ando a fazer a lista dos próximos destinos. E você, para onde vai viajar a seguir?

Descubra mais do itinerário da nossa viagem da Turquia, mais das nossas fotografias, sugestões e dicas no Instagram e...

Deixe-se inspirar!



[ English version ]  

With the old year almost over it is very good to remember all travels of 2019 and even more exciting to think about what 2020 might bring in travel matters!

This travel postcard was taken in the fascinating Turkey, at the spectacular ruins of Ephesus, a UNESCO World Heritage site, in one of the largest theaters of antiquity, with a capacity of around 25,000 spectators.

This ancient Greek city, dedicated to the goddess Artemis, is located on the Ionian Sea and was built in the 10th century b.C.. During the Roman Empire, Ephesus was considered the second largest city of the empire due to its size (250.000 people) and strategic location. It's history is closely linked to Christianity, was the site of two ecumenical councils and is said to have been the place where Mary, mother of Jesus, lived the last years of her life.
For those who enjoy the history of antiquity, Ephesus with its Theater, Celsus Library and Temple of Hadrian is a must see!

I often say (to family, friends, and to myself) that life is short, so it's not worth delaying "that" dream travel. Talk to the travel consultants, take the plane, make the travel and dream of new destinations! 

I'm already making the list of my upcoming destinations. And you, where are you going to travel next? 

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sábado, 28 de setembro de 2019

Dica de Viagem | Cantine Pellegrino, Sicília

Hoje partilhamos uma dica para viajantes e wine lovers!
Para quem planeia uma viagem ao sul de Itália e à ilha da Sicília, recomendamos que visite a Enoteca Cantine Pellegrino, em Marsala.

A cerca de 2 horas de carro da capital desta região autónoma italiana, Palermo, a Cantine Pellegrino (não confundir com a marca de águas de nome parecido) é uma vinícola de vinhas centenárias com um terroir particularíssimo.
Situada na ponta da "bota italiana", a Sicília é a maior ilha do Mar Mediterrâneo, localizando-se no extremo sul deste país e muito próxima do continente africano. O seu clima mediterrâneo, proporciona à região invernos suaves e húmidos e verões quentes e secos, devido ao famoso vento Siroco, vento quente e muito seco que sopra do deserto do Saara em direcção ao Norte de África e que cruza o Mar Mediterrâneo até Itália. A isto associe-se ainda a origem vulcânica da ilha (que no extremo oposto possui o vulcão Etna, bem activo, e nas ilhas vizinhas também o Stromboli e o Vulcano) e temos, como dito anteriormente, um terroir muito especial para criação de vinhos soberbos.

Foram os Fenícios que, entre os séculos 7 e 8 A.C., introduziram o cultivo de vinhas nesta região. As castas milenares introduzidas por esta civilização, Grillo, Inzolia, Catarratto, Grecanico, Zibibbo, Malvasia, Nero d’Avola, Nerello Mascalese e Frappato, fazem ainda hoje parte da composição dos vinhos sicilianos e, claro, dos vinhos Cantine Pellegrino.

Fundada em 1880 por Paolo Pellegrino, esta vinícola italiana é gerida pela sétima geração da família Pellegrino. Envolvidos em todos os processos da produção dos seus vinhos, alicerçam a gestão do seu negócio num profundo respeito pela história da sua região, pelas práticas vinícolas ancestrais e em métodos de cultivo e de produção focados em práticas biológicas e ambientalmente responsáveis.
Com vinhas classificadas como Património Mundial pela UNESCO (nas vinhas Alberello da Pantelleria), esta vinícola foi o primeiro produtor mundial do Moscatel da Pantelleria e do Passito, produzidos com uvas amadurecidas pelo sol intenso de Agosto e cuja elevada concentração de açúcares naturais resulta em vinhos nobres absolutamente magníficos.

Agora imagine-se a provar estes vinhos com vista para as vinhas e para o Mar Mediterrâneo, degustando Salumis (enchidos e queijos italianos), as famosas Arancini Sicilianas (bolas de arroz recheadas com carne) e harmonizar o Passito ou o Nes (os tais vinhos nobres) com umas gulosas Cassatelle Sicilianas (massa folhada recheada com queijo ricotta ou chocolate e polvilhada com açúcar de pasteleiro). Ficou com água na boca e vontade de viajar?
Então marque este post e a Cantine Pellegrino nos seus favoritos e desafie a  Longitude9 | Travel Design a desenhar o seu próximo itinerário de viagem!


[ English version ] 

Today we share a tip for travelers and wine lovers!
For those planning a trip to southern Italy and the island of Sicily, we recommend visiting the Cantine Pellegrino in Marsala.

About 2 hours' drive from the capital of this autonomous Italian region, Palermo, Cantine Pellegrino (not to be confused with the similarly named water brand), is a century-old winery with a very unique terroir.

Situated at the tip of the "Italian boot", Sicily is the largest island in the Mediterranean Sea, located at the southern end of this country and very close to the African continent. Its Mediterranean climate provides the region with mild, wet winters and hot and dry summers, due to the famous Sirocco wind, hot and very dry wind that blows from the Sahara desert towards North Africa and crosses the Mediterranean Sea to Italy. This associated with the volcanic origin of the island (which at the opposite end has the very active Etna volcano, and on the neighboring islands also Stromboli and the Vulcano), and we have, as stated earlier, a very special terroir for superb wines.


It was the Phoenicians who, between the 7th and 8th centuries B.C., introduced the vineyards cultivation in this region. The millenary grape varieties introduced by this civilization, Grillo, Inzolia, Catarratto, Grecanico, Zibibbo, Malvasia, Nero d'Avola, Nerello Mascalese and Frappato, are still part of the composition of Sicilian wines and, of course, Cantine Pellegrino's wines.

Founded in 1880 by Paolo Pellegrino, this Italian winery is run by the seventh generation of Pellegrino family. Involved in all processes of the winemaking, they base the management of their business on a deep respect for the history of their region, ancestral winemaking practices and cultivation and production methods focused on environmentally responsible and organic practices.
With vineyards classified as World Heritage by UNESCO (in the Alberello
vineyards of Pantelleria), this winery was the first world producer of the Pantelleria and Passito Moscato, produced with grapes ripened by the intense August sun and whose high concentration of natural sugars results in absolutely magnificent noble wines.

Now imagine tasting these wines overlooking the vineyards and the Mediterranean Sea, tasting Salumis (Italian sausages and cheeses), the famous Sicilian Arancini (meat-stuffed rice balls) and harmonizing Passito or Nes (the noble wines) with the delicious
Sicilian Cassatelle (puff pastry stuffed with ricotta cheese or chocolate and sprinkled with confectioner's sugar). Did your mouth water and felt the urge to travel?
Then pin or mark this post and Cantine Pellegrino to your favorites and challenge Longitude9 | Travel Design to create your next travel itinerary!






Cantine Pellegrino
Via Battaglia delle Egadi,10 (ex Lungomare Salinella) - 91025 Marsala (TP) / Italia
+39 0923 7199 70/80

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Postal de Viagem | Cefalù

Lembra-se da altura em que de viagem se mandavam postais para a família e amigos, onde em breves linhas partilhávamos pequenas aventuras de viagem, episódios caricatos e onde demonstrávamos o nosso afecto e lembrança? 

Hábitos do século passado, que podíamos recuperar para uma vida mais slow e menos conectada, não acha?
Assim (e porque a morada de todos os que nos seguem é aqui), reciclamos este charmoso hábito e partilhamos consigo o nosso postal de viagem da encantadora aldeia de Cefalù, na ilha italiana da Sicília (que pertence à província de Palermo e é uma das 56 Aldeias Mais Belas do Sul de Itália).

Descubra mais das nossas fotografias, sugestões e dicas no Instagram, mais das nossas viagens preferidas aqui e...

Deixe-se inspirar!



[ English version ]  

Remember when travel postcards were sent to family and friends, where we briefly shared small travel adventures, funny episodes, and where we showed our affection and memories?

Habits of the last century, which we could recover to a slower and less connected life, don't you think?

So (and because the address of everyone who follows us is here), we recycle this charming habit and share with you our travel postcard from the charming village of Cefalù on the Italian island of Sicily (which belongs to the province of Palermo and is one of the 56 Most Beautiful Villages in Southern Italy).

Find out more about more of our photos and tips on Instagram, more of our favourite travels here and...
 

Be inspired!



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sábado, 13 de julho de 2019

#inspiration


No regresso a casa após uma viagem, dá-me imenso gozo ir ao mercado (ou ao supermercado) e abastecer a cozinha: preparar a despensa, o frigorífico e a bancada para a ementa da semana. Depois uso alguns dos alimentos da época para dar vida à cozinha. É que se há coisa que gosto mesmo muito, é de entrar numa cozinha bonita!
Esta é a actual decoração de Verão da bancada da minha cozinha: umas peças vintage misturadas com tábuas de madeira e alimentos reais para uso diário: Tomate, Rabanetes e Cebolas para as saladinhas frescas que se querem nesta época, Alho e Oregãos para refogados e temperos. 

E você, o que escolhe para alegrar a bancada da sua cozinha?



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Sabia que há vegetais que devem ser guardados na bancada da cozinha e não no frigorífico?

Já aqui tinha partilhado esta dica, mas nunca é demais relembrar que se acondicionarmos correctamente os vegetais, frutas e ervas aromáticas (já cortadas) estes alimentos não só duram mais tempo, como evitamos a perda de nutrientes e vitaminas e os sabores se mantêm inalterados (ou até mais apurados, como no caso do tomate, que mantido à temperatura ambiente acentua a sua doçura natural). Para além dos benefícios para a saúde, ainda evitamos o desperdício alimentar e poupamos dinheiro.

Veja este vídeo que explica de forma simples e fácil como (e onde) devemos acondicionar vegetais e frutas e deixe-se inspirar pelas fantásticas cores e sabores que o Verão nos oferece à mesa! #inspiration
 

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Inspiração Nutritiva

Carregadinhas de proteína, ómega 3, cálcio, selénio, fósforo, vitaminas B12 e D, as Sardinhas ajudam a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, a doença de Alzheimer e a combater a depressão... Podia ser só por isso, mas hoje estas coisas maiiii lindas ainda vêm ajudar a celebrar o nosso querido Santo padroeiro!

Ó meu rico Santo António
Meu querido santo popular
Que na tua festa não deixes faltar
Sardinha boa para assar



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Bons Santos Populares!

sábado, 1 de junho de 2019

Tagliatelle com Espargos, Courgette e Gambão

Vivemos numa época louca. Numa sociedade cada vez mais conectada onde parece não haver espaço, vontade, tolerância ou educação para perceber os limites do ridículo (nosso e dos outros). Para perceber sequer o que é certo e o que é errado, o que se pode, deve ou não pode e não deve. Ou ainda que os nossos direitos pessoais terminam onde os dos outros começam.

Não nos podemos enganar, cair com estrondo no chão, enfiar um pé num monte de porcaria, ter um break down em público, pisar uma pastilha elástica e depois papel higiénico e sair com aquilo a arrastar pelo chão sem saber (and so on), que o risco de haver alguém (que podemos ou não conhecer) pronto a filmar ou a fotografar esse nosso momento de miséria e a "postá-lo" nas redes sociais é enormíssimo. E se aquilo "viralizar" então... Caramba! Como se gere a exposição ao ridículo de forma massificada? Não é isso também uma forma de bullying

Perdemos a noção do foro privado e do foro público, em relação a nós mesmos e em relação aos outros. O que devemos e não devemos partilhar, seja por segurança pessoal, por decoro ou respeito pelo direito à privacidade, nossa e dos outros. Por exemplo, se há coisa que me irrita profundamente é estar num local público e que um estranho no mesmo local se lembre de fazer um vídeo panorâmico para "mostrar" a terceiros onde está e me filme a mim ou a familiares meus sem qualquer respeito pelo meu/nosso direito de não querer ser filmado ou de ver a minha/nossa imagem partilhada nas redes sociais alheias. É que a constituição portuguesa, no artigo 26º, alínea 1, ainda mantém o direito a todos os cidadãos portugueses à manutenção da sua "...imagem, (...) e à reserva da intimidade da vida privada e familiar...".

As pessoas estão cada vez mais críticas e intolerantes com os outros, mais mal educadas (pedir licença, dizer obrigada e desculpe caiu em desuso) e arrisco ainda que as redes sociais vieram incentivar a inveja, a comparação desnecessária entre nós e os outros, a infelicidade por não se ter já ou por não se poder fazer agora... A bondade e a compaixão pelo outro estão, tal como a fauna e a flora do planeta Terra, em vias de extinção. E se a este cenário juntarmos duas "pitadas" de alto potencial para o caos, as alterações climáticas e a progressiva escassez dos recursos naturais do planeta, ficamos a um "fio de cabelo" de nos matar uns aos outros por um palito. Dá que pensar, não dá? 

Quando estou a cozinhar durante a semana gosto de ligar a televisão para ver canais de notícias. Consumo muito pouca televisão e o aparelho só se liga cá em casa a partir da hora de preparar o jantar. E é de ficar de cabelos em pé com o número de casos de violência doméstica e de homicídios passionais que dispararam de forma alarmante; com o aumento do número de casos de "calotes" ao estado português (e que acabamos todos a pagar) ou de casos de corrupção e crimes de colarinho branco; com as novas e criativas formas de cobrança coerciva de impostos (mas só para o cidadão comum, que os que devem milhares de milhões parecem continuar a ser tratados, mesmo após a descoberta do "calote", com brandura e condescendência); com o número abismal de adultos que continuam a mandar o seu direito pessoal e dever cívico de votar para as urtigas e preferem ir à praia, ao campo, ao centro comercial ou a qualquer outro lugar que não às mesas de voto... E isto só por cá, que o resto do mundo anda igualmente assustador. E todas as noites esta pessoa pensa que talvez seja melhor fazer o jantar sem televisão para não haver "dêprês"...

No final de um destes dias mais frescos, sem tempo e sem vontade para receitas demoradas (mas com apetite, que a fruta e os frutos secos do lanche "já eram"), e a ouvir o destaque das notícias (depressivas) do dia na TV, senti necessidade urgente de alguma comida de conforto. Havia espargos e courgette no frio, uma embalagem de gambão no congelador, um pacote de natas e outro de tagliatelle na despensa e uma cozinheira a precisar de consolo. Desliguei a televisão, liguei o rádio (que só costumo ouvir no carro) e pus mãos à obra. Dancei enquanto cozinhei, ri-me imenso sozinha enquanto cantava algumas músicas a que só conhecia (e mal) o refrão, esqueci as notícias depressivas e 20 minutos depois estava a comer. Conclusão? Esta receita é estupidamente gulosa e rápida de preparar, a Terra vai continuar a girar com o Homem ou sem ele e a verdade de Gandhi irá manter-se para mim, hoje e sempre, tão certa quanto inspiradora: "Seja a mudança que quer ver no mundo".







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sábado, 18 de maio de 2019

Para fazer e descobrir em Lisboa | Walking Tours

Diz quem nos descobriu apenas há cerca de 3/4 anos (com o boom do turismo) que Lisboa é uma cidade linda, mas quem cá nasce e vive sabe que Lisboa é muito mais do que "apenas" linda. É um misto de história secular com tradição e modernismo: intensa, colorida, artística, popular e cosmopolita...  É tudo isso cozinhado em lume brando pelo nosso temperamento moderado, pela nossa singular "saudade" (tão difícil de traduzir noutros idiomas), por uma melancolia que nos corre nas veias, pelo nosso fado-destino-e-música (que também se modernizou e se complementa agora de outras influências musicais).

Lisboa, cidade fundada pelos Fenícios e por eles apelidada de Alis Ubbo, continua em pleno séc. XXI a ser um porto seguro * para quem cá vive, estuda, trabalha e para quem nos visita, à procura de adicionar mais um destino à sua lista de viagens. E é curioso que, por mais que se escreva sobre e fotografe esta cidade, Lisboa teima em não se "esgotar" numa única visita. E isso só acontece quando nos apaixonamos por um local. E a paixão é, usualmente, primária, visceral e arrebatadora.

Carlos do Carmo, músico português nascido em Lisboa, com 57 anos de carreira e vencedor de vários prémios nacionais e internacionais, como o prémio Goya ou o Grammy Latino de Carreira, escreveu e cantou Lisboa em 1978, apelidando-a de "Menina e Moça". E quarenta anos depois desta música, com algumas crises económicas e políticas pelo meio, eis que Lisboa continua menina e moça e a apaixonar quem a visita e faz dela sua pela vivência diária.

E cada vez há mais para descobrir em Lisboa! Do histórico ao contemporâneo; da arte à arquitectura; das nossas raízes judaicas, muçulmanas e romanas; do Mundo que demos ao Mundo, com os Descobrimentos; do nosso papel de "porto seguro" durante a Segunda Guerra Mundial; do fado ao folclore (manifestações plenas da nossa cultura nacional e em que, numa fase em que a globalização nos reduziu à similaridade, ainda caracterizam a nossa singularidade enquanto povo e nação) e, claro, da nossa gastronomia com quase 10 séculos de história e 300 castas autóctones de vinho.

Abrande o ritmo, largue o carro, junte um grupo de amigos e/ou família e faça um Walking Tour por Lisboa acompanhado por quem conhece a cidade muito bem. Garantimos que há muito mais para descobrir do que aquilo que leu nos livros-guia, nos media e nos blogs!

* Alis Ubbo, significava "porto seguro" para os Fenícios


[ English version ] 

Those who discovered Portugal and Lisbon only about 3/4 years (with the tourism boom) say that Lisbon is a beautiful city, but those born here know that Lisbon is much more than just "beautiful". It is a mixture of secular history with tradition and modernism: intense, colorful, artistic, popular and cosmopolitan... All of this slow cooked by our "smooth temperament", our singular "saudade" (so difficult to translate in other languages), a melancholy that runs through our veins and by our "fado"-fate-and-music (which has also modernized itself and is now complemented by other musical influences).

Lisbon, a city founded by the Phoenicians and known by them as Alis Ubbo, still remains in the 21st century a safe harbor * for those who live, study and work here and also for those who visits us, looking to add another destination to their bucket list of travels. And it is curious that, as much as one writes about and photographs this city, Lisbon insists on not revealing itself in a single visit... Somehow, we want to discover more of this city. And this only happens when we fall in love with a place. And the passion is usually primary, visceral and sweeping.

Carlos do Carmo, a Portuguese-born musician with
a 57-year-old career and winner of several national and international awards, such as the Goya Award or the Latin Grammy for Lifetime Achievement, wrote and sang Lisbon in 1978, nicknamed her of "Menina e Moça" ("Girl and Young Women"). And forty years later after this song, with some economic and political crises in the middle, Lisbon manage to remain a beautiful "girl and a young women" that passionate who visits and live her daily.

And every time there is more to discover in Lisbon! From historical to contemporary; from art to architecture; of our Jewish, Muslim and Roman roots; of the World that we gave to the World, with the Discoveries; of our role as "safe harbor" during World War II; from "fado" to folklore (complete manifestations of our national culture and in which, at a time when globalization has reduced us all to similarity, still characterize our uniqueness as people and nation), and of course our gastronomy with almost 10 centuries of history and 300 native varieties of vine.

Slow down, leave the car behind, gather a group of friends and/or family and take a Walking Tour through Lisbon, guided by those who know the city very well. We guarantee that there is much more to discover than what you have read in the
guidebooks, media and blogs!

* Alis Ubbo, meant "safe harbor" for the Phoenicians


Casa tradicional no Bairro de Alfama, Lisboa | Traditional house in Alfama district, Lisbon


 Arte Urbana de Vhils, Lisboa | Street Art by Vhils, Lisbon



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