quarta-feira, 17 de abril de 2019

Temperos SEM Sal e um Alerta de Saúde para Empreendedores

Depois de alguns meses de pausa forçada, voltámos às receitas e ao blog!

Quem nos acompanha por aqui e pelas redes sociais, sabe que em 2017 criámos duas empresas na área do turismo: a Lisbon Corporation, uma boutique de experiências, e a Longitude9 Viagens, uma agência de viagens de charme. Eram sonhos com mais de uma década e 2017 foi o ano de transformar os sonhos em realidade. 

Contado assim dá ao nosso esforço empreendedor uma aura de determinação, coragem e foco mas também uma enorme necessidade de resiliência, persistência e resistência mental e física (e infelizmente fala-se pouco desta última característica quando o assunto é empreendedorismo). Esta é a verdade nua e crua para todos os que se lançam na incerteza de criar o seu próprio negócio: as preocupações e as horas de trabalho aumentam exponencialmente; somos gestores, telefonistas, estrategas, contabilistas, estafetas, marketeers e "pau-para-toda-a-obra-necessária"; temos de aprender a melhorar, dominar e ajustar continuamente a "ginástica" financeira e abdicamos da "rede" de segurança e de direitos, como aquele bendito número de dias de férias por ano que quem trabalha por conta de outrem tem como sagrado. 

É inegável que são as alturas em que alcançamos ou superamos objectivos e metas e em que vemos as "pequenas-grandes" vitórias finalmente acontecerem que fazem valer todo o esforço, dedicação e cansaço, mas é também inegável que temos (muitos e incontáveis) momentos em que a ausência de uma "rede" de segurança nos atinge em cheio e a seco no estômago! E são esses momentos em que as muitas noites em claro, as ansiedades, as preocupações e o volume de trabalho avassalador fazem mossa a sério. E quem paga, é sempre o corpo. E o meu começou a acusar tudo isto e de forma séria e assustadora desde Janeiro passado... 

Desde o início de Janeiro deste ano andei com a tensão arterial completamente alterada, com picos de tensão com máx. de 18 e mín. de 15 (isto numa pessoa que sempre teve a tensão baixa, máx. de 11 e mín. de 8). Precisei de ajuda do INEM (tão, mas tão grata ao pessoal médico e bombeiros que me assistiram nestes episódios!), do J. e, naturalmente, do meu médico. Afinal, o risco de AVC e enfarte do miocárdio ou ataque cardíaco é brutalmente elevado em episódios continuados de tensão arterial alta.
Ao longo dos últimos meses houve uma bateria de exames clínicos para fazer e, uma vez aferida, medida, diagnosticada e atestada a saúde física desta cozinheira/empreendedora, seguiu-se um enorme esforço pessoal de mudança de hábitos, mais descanso, realinhamento e equilíbrio mental e redução dos níveis de stress e, consequentemente, dos níveis de ansiedade.
E naturalmente, o blog também "pagou" a factura... Estivemos em pausa forçada nos últimos meses para "realinhamento" mental e descanso relativo, porque empreendedores em fases iniciais de negócio não tiram férias ou feriados e nem quando tocam com a cabeça na almofada desligam completamente das obrigações/preocupações.

As receitas que partilho hoje convosco e que celebram este regresso ao blog são o resultado parcial do realinhamento urgente e auto-imposto dos últimos meses: esta cozinha abandonou por completo o sal nas suas receitas. O sal foi à vida (para me ajudar a manter a minha com saúde), mas o sabor continua por cá e de forma imperativa, porque toda a vida precisa de sabor para ser feliz!
Cansei-me de misturar especiarias uma a uma na altura de cozinhar e criei 3 opções de Temperos SEM Sal prontos a usar. Já foram testados e retestados em receitas de massa, moluscos, peixes, carnes, saladas e estão aprovadíssimos! E arrisco que chegam na altura certa, porque estes temperos podem facilmente ser transformados em miminhos DIY para oferecer já esta Páscoa a familiares e amigos, hipertensos ou simplesmente que precisem de abrandar o ritmo profissional ou realinhar hábitos para terem mais saúde. 

Numa nota mais direccionada para os empreendedores(as) guerreiros(as) que tenham arranjado alguns minutos para ler este testemunho contado na primeira pessoa, deixo 10 sugestões para potenciar a resistência mental e física e que estão a funcionar muito bem comigo desde o "susto" dos últimos meses:

 #1 | Abrandem o ritmo profissional: "fechem a loja" a horas certas durante os dias de semana e criem rotinas e horários certos para fazer as refeições (pequeno-almoço, almoço e jantar). Não saltem refeições, optem por menus equilibrados e sempre que possível jantem com a família ou amigos e sem telemóveis, telefonemas ou e-mails durante o jantar.

 #2 | Durmam no mínimo 8 horas por noite. O cérebro precisa descansar e fazer "reboot" para encarar desafios de forma "fresca" e para isso o descanso cerebral é fundamental.

 #3 | Abdiquem do sal e do tabaco e reduzam o consumo de cafeína e de álcool.

 #4 | Se não tiverem horários para irem ao ginásio, deixem o carro sempre que possam e caminhem.

 #5 | Sempre que possível, reservem (pelo menos) um dia do fim-de-semana para descansar. Mas descansar mesmo! Sem telemóveis, e-mails, redes sociais, blogs ou tarefas de casa. Saiam, respirem ar puro e curtam a vida lá fora, porque é lá que a vida acontece! 

 #6 | Visitem o médico e façam um check-up anual. 

 #7 | Se após os exames médicos se verificar que está tudo bem com a saúde física e o médico vos quiser convencer que a melhor maneira de lidar com a ansiedade é tomar calmantes ou ansiolíticos (como aconteceu comigo), rejeitem a proposta. Perguntem-lhes por alternativas naturais (que as há) e introduzam mais alimentos na vossa dieta diária que estimulem a produção de serotonina (considerada a hormona do bem-estar e da felicidade), como frutos secos/oleaginosos, chocolate negro, aveia, bananas e sementes (que podem usar como elemento de textura crocante para saladas ou para enriquecer o iogurte, p.ex.).

 #8 | Comecem a manhã ou terminem o dia com alguns minutos de meditação (para mim continua a ser um desafio, mas devagarinho sinto que estou a progredir) para sossegar a mente e o turbilhão de pensamentos, necessidades e preocupações. Comecem devagar, com poucos minutos nas primeiras vezes (se for necessário, ponham um alarme no telemóvel) e vão aumentando o tempo progressivamente. Arranjem um mantra mental (uma palavra ou uma frase de conforto, de motivação pessoal ou de serenidade) e repitam-na durante o tempo de meditação, concentrando-se em inspirar pelo nariz e expirar pela boca.

 #9 | Mantenham o cérebro a funcionar do ponto de vista da aprendizagem. Voltem à escola, façam cursos de curta ou média duração (longa, se tiverem vontade, tempo e cabeça para isso), leiam livros sobre temáticas relacionadas com os vossos negócios, mas aprendam coisas. Nunca saberemos tudo e são os novos conhecimentos que adquirimos que nos ajudam muitas vezes a responder "fora da caixa" às questões e desafios que nos surgem diariamente.

 #10 | Nenhum de nós é uma ilha e tudo na vida, com excepção de uma coisa, tem solução. Aproximem-se de outros empreendedores, partilhem experiências e conhecimento e procurem conhecer os desafios dos outros. Escutem-nos activamente e sem juízos de valor. Isto, para além de potenciar o verdadeiro networking (para mim, o networking vai muito além da troca de cartões de visita), usualmente ainda nos ajuda a encontrar soluções para os nossos desafios que não estávamos a "ver" inicialmente.

Ahhhh... e, a todos vós, empreendedores, leitores e seguidores desta cozinha, votos de uma Santa Páscoa, com muita saúde física e mental!






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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Desejos de Ano Novo...

Damos as boas-vindas a 2019, cheios de gratidão pelos momentos felizes, desafios e lições do ano que terminou. Gostaríamos de deixar um enorme agradecimento a todos os que nos fazem companhia aqui no blog e em todas as nossas redes sociais, aos nossos parceiros, família e amigos: OBRIGADA por estarem connosco!

Hoje é a primeira folha em branco de um livro de 365 páginas. Escrevam um livro FANTÁSTICO!



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Que 2019 seja um ano EXCEPCIONAL para todos nós!

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Sobre as novas décadas...

Não sei como é convosco, mas há qualquer coisa na mudança de década que me impele a fazer balanços (e confesso que chegar aos "entas" acresceu peso a este balanço). Olha-se para o passado para entender o presente, comparam-se expectativas com a realidade, entramos em processo de análise sobre as nossas verdades absolutas e ajustamos os nossos sonhos, desejos, anseios e objectivos à nova década que acaba de chegar. E cheguei a "duas mãos cheias" de conclusões que se tornaram para já guias e mantras pessoais. Partilho-as convosco, na esperança que possam também elas ajudar a iluminar o vosso caminho...

#1 | A idade traz-nos cada vez mais segurança nas nossas opiniões, decisões e certeza de quão pouco a opinião dos outros importa nas nossas escolhas de vida. 

#2 | A idade é meramente uma questão mental. Se nos sentirmos velhos, seremos velhos na maneira como abordamos as situações com que a vida nos desafia. E todos os desafios necessitam de abordagens frescas para serem superados.

#3 | Nunca saberemos todas as respostas. Mas quando a incerteza nos fizer perder, saibamos que isso não faz de nós mais fracos, que as respostas que procuramos estarão sempre dentro de nós próprios e nos chegarão no momento certo.

#4 | A mágoa aprisiona-nos e limita-nos. Aceitar que as lições mais duras que pessoas ou situações trouxeram à nossa vida serviram o nosso crescimento e potenciaram a nossa maturidade ajuda-nos a continuar a nossa evolução enquanto pessoa. E afastarmo-nos do que nos magoa não só é permitido como fundamental para manter o equilíbrio físico, mental e emocional.

#5 | Existe um enorme poder na gratidão. Agradecer por todos os que foram e os que são ainda hoje parte fundamental da nossa vida, pelos que nos deixaram memórias fantásticas e também pelos que nos ensinaram duras lições tem um poder tão construtivo quanto libertador.

#6 | Cada um de nós tem qualidades e defeitos. Saibamos identificá-los, enumerar cada um deles e melhorar progressivamente o que há para melhorar. Mas saibamos também reconhecer que é o conjunto dessas qualidades e defeitos que faz de nós um ser único, apaixonante e irrepetível.

#7 | Quem gostar de mim tem de gostar de mim pelo que e como sou, aceitando todas as minhas qualidades e defeitos. E que o amor comece primeiro e sempre em nós próprios.

#8 | O amanhã será sempre um novo dia, cheio de novas oportunidades. Que estejamos sempre atentos para as reconhecer e sejamos suficientemente sábios para as aproveitar.

#9 | Estaremos sempre em transformação pessoal e isso é algo excepcional. Significa adaptação constante ao que nos rodeia e vontade de melhorar. 

#10 | Existem duas maneiras de encarar a vida: ou tudo é magia ou nada o é. E acreditar na magia traz uma fé inabalável em nós próprios, na nossa capacidade de ultrapassar obstáculos intransponíveis, na superação dos nossos medos e receios e eterna esperança  no amanhã.



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Finalmente, e em especial para quem se aproxima também dos "entas", não se deixem assustar e mantenham em mente que "os 40 são os novos 20"! Bem-vindos ao clube!

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Inspiração Nutritiva

Na dúvida, mantenham a simplicidade e a frescura! E sai um lanche mega nutritivo de Iogurte Grego (sem açúcar) com Chia, Mirtilos congelados e uma colher (de sobremesa) de Mel de Rosmaninho... Servidos?



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sábado, 21 de julho de 2018

Inspiração Nutritiva

Sábado de chuva por aqui (onde andas tu Verão?), esta luz suave que me inunda a cozinha e ovos frescos à nossa mesa... Simplesmente ADORO fins-de-semana com tempo!



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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vasinhos de Cacau e um Aniversário...

... LactoVegetarianos | SEM Glúten | SEM Açúcar


Já são 5, uuuu-uuuuuuuuuu! O COMIDAcomPAIXÃO celebra 5 anos! 5 anos de blog fofinho, a acompanhar os humores culinários e o tempo (mais ou menos) livre desta gestora-cozinheira-fotógrafa e escritora amadora. São 5 anos de receitas mais salgadas do que doces, da e na vossa companhia (por aqui e pelas redes sociais), de parcerias desafiantes e de pessoas bonitas que se vão conhecendo e que partilham as nossas paixões. O meu bebé está GRANDE! E eu estou tão orgulhosa quanto grata por este meu "livro de receitas" virtual, aberto e partilhado com o mundo!
E porque a convenção social diz que os aniversários se celebram com sabores docinhos, hoje é dia, não de bolo, mas de sobremesa (muito ao nosso estilo) feita para surpreender, primeiro os olhos e só depois a barriga. E a sobremesa de hoje traz sabor a Cacau e algumas considerações pessoais antes de comer...

Nos últimos meses tenho comido pouquíssimos doces e cortei radicalmente com o açúcar no café - já consigo bebê-lo sem açúcar, yeahhhh! E é curioso que quanto menos açúcar consumimos menos sentimos a sua falta. Sei que ajuda ser mais amiga de salgados do que de doces, mas confesso que me disciplino a pura e simplesmente "fechar a boca" e quando faço "estragos" numa refeição (usualmente ao fim-de-semana) não me sinto minimamente culpada.
Mal comparado, sinto que esta abstenção no açúcar tem tido o mesmo efeito no paladar que o corte com o tabaco teve em mim há 10 anos atrás... Quando deixei de fumar passei (entre outros benefícios) a ter um paladar mais apurado, a distinguir melhor os sabores dos alimentos (mesmo quando combinados) e sinto o mesmo desde que cortei com o açúcar. É impressionante como o açúcar (e demais adoçantes naturais ou químicos) adultera por completo o sabor natural dos alimentos: a acidez, o picante ou apimentado e a própria doçura natural que deles faz parte passa a estar completamente camuflada por tanta doçura aditiva.

Compreendo quando ouço a comparação do açúcar com qualquer outra droga. É que, facilmente e sem nos apercebermos, ultrapassamos os 25 gr da dose diária de açúcar recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). E basta que se pense no número de cafés que se consome por dia e quanto se usa para o adoçar do pacote de açúcar que o acompanha... Tirando o café, pensemos na quantidade de alimentos processados e industrializados que consumimos num único dia e qual a percentagem de açúcar "escondido" em cada um deles - e porque eu sei que as letras dos rótulos das embalagens são pequeninas, à medida que envelhecemos vamos ficando mais míopes e uma imagem vale mais do que mil palavras, partilho convosco o projecto artístico Sin Azucar que, através do seu fantástico trabalho fotográfico, desperta consciências quanto a este assunto.

Sei que pode parecer estranho que num post de celebração com uma receita docinha, a introdução se foque tanto o sobre o consumo de açúcar mas, na realidade, foi uma pergunta do J. durante a preparação destes Vasinhos de Cacau, que me fez pensar demoradamente sobre o tema.
O J. adora tudo bem docinho: 365 dias por ano começa as suas manhãs com mel no seu pão, todos os seus cafés levam açúcar (não o pacote todo, graças a Deus!), adora bolachinhas (ou não fosse ele o Monstro das Bolachas cá de casa) e demais doces e até ao iogurte natural com fruta acabada de cortar (que já tem açúcar natural) adiciona açúcar.
Quando estava a acabar o pudim, pedi-lhe ajuda para servir os Vasinhos e, claro, dei-lhe a lamber a espátula no final. Disse-me que faltava açúcar ao pudim e que estava amargo... Ao que eu respondi que, por opção pessoal, tinha alterado a receita original e que não tinha adicionado açúcar ao pudim.
É que, por si só, as bolachas que se adicionam a esta receita contêm cerca de 100 gr de açúcar. E são, para mim que consumo pouco açúcar, ultra doces. Ora, se ao pudim eu adicionasse a quantidade de açúcar indicada na receita original, cada um destes pudins (a receita rende 4) concentraria cerca de 50 gr de açúcar (!) por pessoa/dose. Dá que pensar, não acham?

Sobremesa finalizada e testada, e resumindo a questão da necessidade de controlar de ingestão do açúcar, ADOREI o sabor final destes Vasinhos de Cacau (e o J. também)!
O sabor amargo do pudim de cacau magro casa maravilhosamente bem com a doçura das bolachas e o toque fresco da raspa de limão dá vida a um copinho intenso de sabor a chocolate. A isso adicione-se a apresentação e a surpresa que ela causa na altura de servir e temos uma sobremesa vencedora, perfeita para deliciar miúdos e graúdos!

Na vida, que se deseja doce, hoje e sempre, lembrem-se que a maior doçura deve estar no vosso coração. Sejam felizes, sem aditivos!






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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Hoje morreu-me um herói e continuo sem palavras quanto a isso.
Alguém que viveu com coragem de dizer o que pensava, que celebrou a vida e a diversidade cultural pela (eno)gastronomia como só ele soube fazer até então, nunca deveria chegar a um momento de solidão tão profunda que nada nem ninguém o pudesse ajudar nas suas horas mais negras.

Vivemos numa época estranha... Numa época tão fútil quanto oca.
Quem tem a coragem de viver sem trair as suas próprias convicções e sem a falsidade de viver num mundo cada vez mais oportunista, vive sempre em solidão. Em constante batalha com os seus demónios, procurando incessantemente o equilíbrio e a luz. E é extraordinariamente irónico que, neste caso, as luzes dos holofotes públicos não tenham chegado para iluminar o caminho...

Até SEMPRE Anthony Bourdain. Obrigada por tudo chef-rock-star. Principalmente, pela tua coragem e honestidade desarmantes. 




quinta-feira, 5 de abril de 2018

Inspiração Nutritiva

Estes Shimeji são plenos em sabor umami, riquíssimos em vitamina B12 e simplesmente magníficos ao olhar. Podiam ser uma criatura do oceano, só que não... Mas são o ingrediente principal do nosso jantar de hoje.



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