quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Sobre as novas décadas...

Não sei como é convosco, mas há qualquer coisa na mudança de década que me impele a fazer balanços (e confesso que chegar aos "entas" acresceu peso a este balanço). Olha-se para o passado para entender o presente, comparam-se expectativas com a realidade, entramos em processo de análise sobre as nossas verdades absolutas e ajustamos os nossos sonhos, desejos, anseios e objectivos à nova década que acaba de chegar. E cheguei a "duas mãos cheias" de conclusões que se tornaram para já guias e mantras pessoais. Partilho-as convosco, na esperança que possam também elas ajudar a iluminar o vosso caminho...

#1 | A idade traz-nos cada vez mais segurança nas nossas opiniões, decisões e certeza de quão pouco a opinião dos outros importa nas nossas escolhas de vida. 

#2 | A idade é meramente uma questão mental. Se nos sentirmos velhos, seremos velhos na maneira como abordamos as situações com que a vida nos desafia. E todos os desafios necessitam de abordagens frescas para serem superados.

#3 | Nunca saberemos todas as respostas. Mas quando a incerteza nos fizer perder, saibamos que isso não faz de nós mais fracos, que as respostas que procuramos estarão sempre dentro de nós próprios e nos chegarão no momento certo.

#4 | A mágoa aprisiona-nos e limita-nos. Aceitar que as lições mais duras que pessoas ou situações trouxeram à nossa vida serviram o nosso crescimento e potenciaram a nossa maturidade ajuda-nos a continuar a nossa evolução enquanto pessoa. E afastarmo-nos do que nos magoa não só é permitido como fundamental para manter o equilíbrio físico, mental e emocional.

#5 | Existe um enorme poder na gratidão. Agradecer por todos os que foram e os que são ainda hoje parte fundamental da nossa vida, pelos que nos deixaram memórias fantásticas e também pelos que nos ensinaram duras lições tem um poder tão construtivo quanto libertador.

#6 | Cada um de nós tem qualidades e defeitos. Saibamos identificá-los, enumerar cada um deles e melhorar progressivamente o que há para melhorar. Mas saibamos também reconhecer que é o conjunto dessas qualidades e defeitos que faz de nós um ser único, apaixonante e irrepetível.

#7 | Quem gostar de mim tem de gostar de mim pelo que e como sou, aceitando todas as minhas qualidades e defeitos. E que o amor comece primeiro e sempre em nós próprios.

#8 | O amanhã será sempre um novo dia, cheio de novas oportunidades. Que estejamos sempre atentos para as reconhecer e sejamos suficientemente sábios para as aproveitar.

#9 | Estaremos sempre em transformação pessoal e isso é algo excepcional. Significa adaptação constante ao que nos rodeia e vontade de melhorar. 

#10 | Existem duas maneiras de encarar a vida: ou tudo é magia ou nada o é. E acreditar na magia traz uma fé inabalável em nós próprios, na nossa capacidade de ultrapassar obstáculos intransponíveis, na superação dos nossos medos e receios e eterna esperança  no amanhã.



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Finalmente, e em especial para quem se aproxima também dos "entas", não se deixem assustar e mantenham em mente que "os 40 são os novos 20"! Bem-vindos ao clube!

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Inspiração Nutritiva

Na dúvida, mantenham a simplicidade e a frescura! E sai um lanche mega nutritivo de Iogurte Grego (sem açúcar) com Chia, Mirtilos congelados e uma colher (de sobremesa) de Mel de Rosmaninho... Servidos?



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sábado, 21 de julho de 2018

Inspiração Nutritiva

Sábado de chuva por aqui (onde andas tu Verão?), esta luz suave que me inunda a cozinha e ovos frescos à nossa mesa... Simplesmente ADORO fins-de-semana com tempo!



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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vasinhos de Cacau e um Aniversário...

... LactoVegetarianos | SEM Glúten | SEM Açúcar


Já são 5, uuuu-uuuuuuuuuu! O COMIDAcomPAIXÃO celebra 5 anos! 5 anos de blog fofinho, a acompanhar os humores culinários e o tempo (mais ou menos) livre desta gestora-cozinheira-fotógrafa e escritora amadora. São 5 anos de receitas mais salgadas do que doces, da e na vossa companhia (por aqui e pelas redes sociais), de parcerias desafiantes e de pessoas bonitas que se vão conhecendo e que partilham as nossas paixões. O meu bebé está GRANDE! E eu estou tão orgulhosa quanto grata por este meu "livro de receitas" virtual, aberto e partilhado com o mundo!
E porque a convenção social diz que os aniversários se celebram com sabores docinhos, hoje é dia, não de bolo, mas de sobremesa (muito ao nosso estilo) feita para surpreender, primeiro os olhos e só depois a barriga. E a sobremesa de hoje traz sabor a Cacau e algumas considerações pessoais antes de comer...

Nos últimos meses tenho comido pouquíssimos doces e cortei radicalmente com o açúcar no café - já consigo bebê-lo sem açúcar, yeahhhh! E é curioso que quanto menos açúcar consumimos menos sentimos a sua falta. Sei que ajuda ser mais amiga de salgados do que de doces, mas confesso que me disciplino a pura e simplesmente "fechar a boca" e quando faço "estragos" numa refeição (usualmente ao fim-de-semana) não me sinto minimamente culpada.
Mal comparado, sinto que esta abstenção no açúcar tem tido o mesmo efeito no paladar que o corte com o tabaco teve em mim há 10 anos atrás... Quando deixei de fumar passei (entre outros benefícios) a ter um paladar mais apurado, a distinguir melhor os sabores dos alimentos (mesmo quando combinados) e sinto o mesmo desde que cortei com o açúcar. É impressionante como o açúcar (e demais adoçantes naturais ou químicos) adultera por completo o sabor natural dos alimentos: a acidez, o picante ou apimentado e a própria doçura natural que deles faz parte passa a estar completamente camuflada por tanta doçura aditiva.

Compreendo quando ouço a comparação do açúcar com qualquer outra droga. É que, facilmente e sem nos apercebermos, ultrapassamos os 25 gr da dose diária de açúcar recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). E basta que se pense no número de cafés que se consome por dia e quanto se usa para o adoçar do pacote de açúcar que o acompanha... Tirando o café, pensemos na quantidade de alimentos processados e industrializados que consumimos num único dia e qual a percentagem de açúcar "escondido" em cada um deles - e porque eu sei que as letras dos rótulos das embalagens são pequeninas, à medida que envelhecemos vamos ficando mais míopes e uma imagem vale mais do que mil palavras, partilho convosco o projecto artístico Sin Azucar que, através do seu fantástico trabalho fotográfico, desperta consciências quanto a este assunto.

Sei que pode parecer estranho que num post de celebração com uma receita docinha, a introdução se foque tanto o sobre o consumo de açúcar mas, na realidade, foi uma pergunta do meu sr. Marido durante a preparação destes Vasinhos de Cacau, que me fez pensar demoradamente sobre o tema.
O meu sr. Marido adora tudo bem docinho: 365 dias por ano começa as suas manhãs com mel no seu pão, todos os seus cafés levam açúcar (não o pacote todo, graças a Deus!), adora bolachinhas (ou não fosse ele o Monstro das Bolachas cá de casa) e demais doces e até ao iogurte natural com fruta acabada de cortar (que já tem açúcar natural) adiciona açúcar.
Quando estava a acabar o pudim, pedi-lhe ajuda para servir os Vasinhos e, claro, dei-lhe a lamber a espátula no final. Disse-me que faltava açúcar ao pudim e que estava amargo... Ao que eu respondi que, por opção pessoal, tinha alterado a receita original e que não tinha adicionado açúcar ao pudim.
É que, por si só, as bolachas que se adicionam a esta receita contêm cerca de 100 gr de açúcar. E são, para mim que consumo pouco açúcar, ultra doces. Ora, se ao pudim eu adicionasse a quantidade de açúcar indicada na receita original, cada um destes pudins (a receita rende 4) concentraria cerca de 50 gr de açúcar (!) por pessoa/dose. Dá que pensar, não acham?

Sobremesa finalizada e testada, e resumindo a questão da necessidade de controlar de ingestão do açúcar, ADOREI o sabor final destes Vasinhos de Cacau (e o sr. Marido também)!
O sabor amargo do pudim de cacau magro casa maravilhosamente bem com a doçura das bolachas e o toque fresco da raspa de limão dá vida a um copinho intenso de sabor a chocolate. A isso adicione-se a apresentação e a surpresa que ela causa na altura de servir e temos uma sobremesa vencedora, perfeita para deliciar miúdos e graúdos!

Na vida, que se deseja doce, hoje e sempre, lembrem-se que a maior doçura deve estar no vosso coração. Sejam felizes, sem aditivos!






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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Hoje morreu-me um herói e continuo sem palavras quanto a isso.
Alguém que viveu com coragem de dizer o que pensava, que celebrou a vida e a diversidade cultural pela (eno)gastronomia como só ele soube fazer até então, nunca deveria chegar a um momento de solidão tão profunda que nada nem ninguém o pudesse ajudar nas suas horas mais negras.

Vivemos numa época estranha... Numa época tão fútil quanto oca.
Quem tem a coragem de viver sem trair as suas próprias convicções e sem a falsidade de viver num mundo cada vez mais oportunista, vive sempre em solidão. Em constante batalha com os seus demónios, procurando incessantemente o equilíbrio e a luz. E é extraordinariamente irónico que, neste caso, as luzes dos holofotes públicos não tenham chegado para iluminar o caminho...

Até SEMPRE Anthony Bourdain. Obrigada por tudo chef-rock-star. Principalmente, pela tua coragem e honestidade desarmantes. 




quinta-feira, 5 de abril de 2018

Inspiração Nutritiva

Estes Shimeji são plenos em sabor umami, riquíssimos em vitamina B12 e simplesmente magníficos ao olhar. Podiam ser uma criatura do oceano, só que não... Mas são o ingrediente principal do nosso jantar de hoje.



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segunda-feira, 19 de março de 2018

Azeitonas Temperadas...

...com Azeite, Oregãos e Laranja

Finalmente voltámos à partilha de receitas gulosas nesta cozinha!
Por aqui a agenda não tem dado tréguas e o pouco tempo livre disponível tem sido canalizado para a família. É que a viagem que é a vida passa muito depressa e com o avançar da idade vão surgindo questões de saúde que nos obrigam a repensar a forma como usamos o tempo que nos é concedido aqui. 
Como havia partilhado no final do ano passado no nosso Instagram, 2017 foi um ano incrivelmente exigente para esta cozinheira, entre a Alzheimer galopante da avó, os tratamentos à tiróide da mãe e os riscos e desafios que todos os inícios de empresas implicam. 
Desde essa altura para cá, finalmente, se encontrou a combinação de medicamentos que ajudaram a estabilizar o hipotiroidismo da mãe, os episódios de perdas de memória da avó estão (dentro do possível) controlados através de medicação específica e o grupo Lisbon Corporation caminha com passinhos determinados e resilientes. 

Como dizia este fim-de-semana, noutro contexto, durante um jantar com os cunhados, sempre fui, sou e serei uma eterna optimista. Vejo sempre "o copo cheio" (para mim, metade do "copo" contém ar e a outra metade água) e olho para todas as situações com que me deparo na vida com uma perspectiva positiva. 
Valorizo muitíssimo as vezes que a avó se lembra de mim e do meu nome e quando a memória dela está funcional, "puxo" pelas suas histórias de vida. Não tanto pelas histórias (que já ouvi incontáveis vezes), mas por ser ela a contá-las. E enquanto a avó se for lembrando, eu hei-de sempre pedir para ouvir mais uma vez...
A sugestão de hoje tem raízes profundas na história de vida da querida avó. Na sua história de criança em que guardava um rebanho de ovelhas nos montes transmontanos, na pequena merenda que levava consigo, sempre com um naco de pão, um pedaço de chouriço caseiro e um punhado de azeitonas temperadas (as dela com alho picado e ervas secas de que já não se lembra do nome) e na sua constatação final de que sempre adorou azeitonas! E por isso sempre me lembro de haver azeitonas na mesa dela, tal como na mesa da mãe e, agora, também na minha.

Esta receita que partilho convosco foi criada por mim para a mesa do Natal passado e funcionou tão bem, que a faço agora com regularidade. Sirvo-as nos jantares que damos cá em casa e levo uma caixa destas azeitonas temperadas e uma ou duas garrafas de vinho para os jantares em casa dos amigos e familiares, como agradecimento pelo convite e pela simpatia com que nos recebem.

Super fáceis e rápidas de preparar, muito gulosas, frescas e mais digestivas (a laranja potencia a digestão), é impossível resistir a estas delícias! Claro, devem ser consumidas com moderação (por serem calóricas), mas são tantos os benefícios que trazem para a saúde (são ricas em vitaminas E, C, A, B1, B2, em ferro, zinco e potássio; possuem características antioxidantes e anti-inflamatórias; combatem os radicais livres e por isso evitam o envelhecimento precoce da pele; a sua gordura boa contribui para a redução do mau colesterol, etc.) que é impossível ficar-lhes indiferentes. Não deixe de experimentar estas pequenas tentações e dê um boost ao seu sistema imunitário!

Ahhh... e porque hoje é Dia do Pai, se o seu gostar de azeitonas, não deixe de preparar esta nossa sugestão para o mimar. Um frasco como o das fotos, decorado com uma fita bonita e acompanhado por um beijo carinhoso seu, dá um miminho absolutamente delicioso!






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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Inspiração Nutritiva

Alguém por aí é servido de um boost imunitário de Vitamina C + Manganésio + Magnésio + Potássio + Carotenos com uma pitada de Canela?



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